Bahia registra mais de 42 mil novos casos de câncer por ano e recebe congresso internacional sobre diagnóstico da doença

FONTE: RS Health - Vinícius Lima

35º Congresso Brasileiro de Patologia e 28º Congresso Brasileiro de Citopatologia reunirão mais de mil participantes brasileiros e do exterior para discutir atualizações no diagnóstico dos principais tipos de câncer

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📷 SBOC

A Bahia deverá registrar mais de 42 mil novos casos de câncer em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diante desse cenário, Salvador receberá alguns dos principais nomes da Patologia mundial para compartilhar os avanços mais recentes no diagnóstico de diferentes tipos de câncer, além de discutir novas classificações da Organização Mundial da Saúde (OMS), biomarcadores, Medicina de precisão, Patologia Digital, Inteligência Artificial e outras inovações voltadas ao cuidado oncológico.

Entre os dias 12 e 15 de agosto, a capital baiana sediará o 35º Congresso Brasileiro de Patologia e o 28º Congresso Brasileiro de Citopatologia, tornando-se um dos principais centros latino-americanos de discussão sobre o diagnóstico do câncer durante o período do evento.

Promovidos pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e pela Sociedade Brasileira de Citopatologia (SBC), no Centro de Convenções de Salvador (Av. Octávio Mangabeira, nº 5.490, Boca do Rio), os congressos reunirão mais de mil participantes, entre eles 160 palestrantes nacionais e 44 internacionais, reconhecidos mundialmente, que abordarão desde os tumores mais frequentes até neoplasias raras.

Segundo o presidente da SBP, Dr. Gerônimo Jr., o Congresso reunirá profissionais capazes de oferecer uma visão abrangente das principais novidades científicas em diferentes áreas da Patologia.

“Teremos diversos formatos para compartilhar os avanços mais recentes da especialidade, como palestras, mesas-redondas, sessões interativas, fóruns, cursos de atualização, seminários digitais de lâminas, sessões de discussão multidisciplinar de casos e atividades voltadas ao ensino, além de gincanas”, afirma.

O evento também recebeu a submissão de mais de mil trabalhos científicos de todo o Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028, o que reforça a necessidade de ampliar estratégias de prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce e qualificação dos profissionais envolvidos no cuidado oncológico.

Na Bahia, a estimativa é de mais de 42 mil novos casos de câncer em 2026, sendo quase 31 mil tumores malignos, excluídos os cânceres de pele não melanoma. Os tipos mais frequentes no estado incluem os cânceres de próstata (6.540 casos), mama (4.480), colorretal, estômago, pulmão, colo do útero e cavidade oral.

Entre os diversos temas da programação, o câncer de mama terá destaque especial. O Brasil deverá registrar 78.610 novos casos anuais da doença no triênio 2026-2028. Nesse contexto, uma conferência magna será ministrada pela Dra. Laura Collins, uma das maiores autoridades internacionais em Patologia Mamária, ex-professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e atualmente vinculada à Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

Segundo a vice-presidente para Assuntos Acadêmicos da SBP, Dra. Marina de Brot, a participação da Dra. Laura Collins demonstra a importância da atualização científica em um dos cânceres mais incidentes entre as mulheres brasileiras.

“A doutora Laura Collins é uma das principais patologistas mamárias do mundo e autora da mais recente classificação da OMS para tumores da mama. Ela fará uma revisão histórica dos fatores de risco do câncer de mama, apresentará as atualizações mais recentes e discutirá o papel do patologista na individualização do tratamento das pacientes”, explica.

A programação também dará destaque às tecnologias digitais aplicadas ao diagnóstico oncológico. Outra conferência será conduzida pelo patologista norte-americano Dr. Anil Parwani, que apresentará como a Patologia Digital e a Inteligência Artificial podem contribuir para tornar o diagnóstico mais ágil, ampliar o acesso à expertise especializada e apoiar a tomada de decisão médica.

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