No dia 17 de setembro, o distrito de Igara, no município de Senhor do Bonfim (BA), será palco da 38ª Missão da Terra da Diocese de Bonfim. A Missão traz o tema “Vida e Morte na Caatinga: enquanto o Ser Humano destrói, Deus ressuscita!”; e o lema: “Cultivar e guardar a criação é nossa responsabilidade” (Gn 2,15).
A mobilização pretende dar visibilidade aos sofrimentos, às resistências e às lutas das comunidades tradicionais, sem-terra, lavradores e lavradoras, por meio de testemunhos das mulheres e homens do campo e com apoio da cidade, além de fortalecer a organização dos movimentos sociais de luta pela reforma agrária, pela defesa de seus territórios e por políticas públicas que respondam às necessidades de direitos dos camponeses e camponesas.
Uma das metas da Missão da Terra, é “reafirmar o compromisso com a luta pela permanência e convivência na terra, buscando reconstruir a relação fraterna com a natureza, por meio da agroecologia e da busca de alternativas que não destruam a natureza, e responsabilizar as grandes empresas do agronegócio e da mineração pelos atentados à vida dos biomas e dos povos do semiárido, perpetrados em nome do lucro e de uma concepção tragicamente equivocada do desenvolvimento; do estado pela subserviência à hegemonia do grande capital, em detrimento à justiça e ao bem comum”.
Programação
A 38ª Missão da Terra terá início com a concentração dos romeiros e romeiras em frente ao restaurante Dois Irmãos, na BA 220, às 8 horas. De lá, seguem em caminhada com três paradas, passando pelo Rio Itapicuru e ruas de Igara, refletindo os temas: bioma Caatinga geme em dores de parto; a ganância da humanidade destrói a natureza; e, do ventre da mãe terra, nasce o pão. Das 13h às 15h30, terá o momento cultural, com apresentação de músicas, poesias, exposição de material das entidades e confissões, finalizando com a celebração da Santa Missa e envio dos romeiros (as) às suas casas.
A Missão da Terra iniciou-se junto com a romaria que acontecia todos os anos em Monte Santo (BA), quando a luta pela terra, sobretudo por causa da grilagem, se espalhou por todos os municípios da diocese. Nesta hora foi constatado que era preciso apoiar esta luta. Mais tarde, a Missão da Terra foi realizada para dar apoio às comunidades camponesas ameaçadas por latifundiários e grileiros. Só depois sentiu-se a necessidade de envolver a cidade para fortalecer a luta, tratando-se de um bem que era para todos.
Com isso, a Igreja da Diocese de Bonfim firmava sua opção pela justiça e pelos pobres, guiada por Dom Jairo, com seu jeito simples de viver, de vestir, sem insígnias que o distinguisse do povo. As Missões da Terra se tornaram a grande festa da família diocesana, constituído no momento em que todos entravam na luta por terra, água, distribuição dos bens, pelos direitos de todos e se comprometiam, com a participação, cantando, rezando e clamando por justiça.
*Contato: Antonio Célio / (74) 3541 4681 e (74) 99135 1901













