*Por Eloilton Cajuhy
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A eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2026 trouxe frustração para milhões de brasileiros apaixonados por futebol. No entanto, para quem acompanha de perto os bastidores do esporte, o desfecho não chega a ser uma grande surpresa.
Há anos, o futebol brasileiro convive com uma sucessão de problemas administrativos que enfraquecem sua credibilidade. Desde a gestão de Ricardo Teixeira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passou a ser frequentemente associada a denúncias e crises institucionais. De lá para cá, nenhum presidente da entidade conseguiu atravessar seu mandato sem enfrentar graves questionamentos. José Maria Marin, falecido em 2025, Marco Polo Del Nero e Ednaldo Rodrigues tiveram suas gestões marcadas por acusações de irregularidades e disputas judiciais.
Como se isso não bastasse, os escândalos envolvendo manipulação de resultados para favorecer apostas esportivas ampliaram ainda mais a desconfiança dos torcedores. Diversos jogadores foram investigados e punidos, revelando que o problema não se limita a casos isolados, mas expõe fragilidades na fiscalização e na integridade das competições.
Diante desse cenário, a eliminação da Seleção Brasileira parece ser consequência de um processo de desgaste que vem se acumulando ao longo dos anos. O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães na partida contra a Noruega, no último domingo, pode até ter sido um dos lances decisivos do jogo. Mas reduzir a derrota àquela cobrança seria ignorar problemas muito mais profundos. Em um esporte coletivo, derrotas raramente são explicadas por um único lance.
Até a Copa do Mundo de 2030, que será realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, haverá tempo suficiente para que o futebol brasileiro promova mudanças estruturais, fortaleça seus mecanismos de transparência e recupere a confiança dos torcedores.
A grande dúvida, porém, é outra: haverá vontade para fazer essa transformação?
Se as velhas práticas continuarem prevalecendo sobre a competência, a ética e o planejamento, o Brasil poderá chegar ao próximo Mundial carregando o mesmo peso que o acompanha há algum tempo: o de uma derrota anunciada.
*Eloilton Cajuhy – Locutor, Radialista e Narrador Esportivo













