Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Pedagoga, servidora pública municipal e referência na educação de Andorinha, Marta Maria da Silva faleceu em agosto de 2026. Dois meses depois, a família ainda aguarda respostas sobre os procedimentos relacionados à sua vida funcional e aos direitos de seus dependentes.
A história de Marta Maria da Silva vai muito além da doença que enfrentou. Pedagoga formada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Senhor do Bonfim, com especializações na UFBA, UEB e Faculdade Batista Brasileira, ela construiu uma trajetória de 25 anos de dedicação à educação e ao serviço público de Andorinha.
Sua caminhada na Prefeitura Municipal começou em 2001, na Secretaria Municipal de Educação. Em 2006, tornou-se servidora efetiva por meio de concurso público, atuando como coordenadora pedagógica em diferentes escolas da rede municipal. Ao longo dos anos, participou da implantação de projetos importantes para a educação do município, deixando sua contribuição em diversas etapas da formação educacional de Andorinha.
Posteriormente, também atuou na Secretaria Municipal de Infraestrutura, mantendo, segundo familiares e colegas, o mesmo compromisso com o serviço público que marcou sua trajetória profissional.
Marta faleceu em 1º de agosto de 2026, aos 44 anos, vítima de um câncer de mama metastático,. Deixou o marido, Marcelo Bartilotti, e dois filhos menores de idade. Durante o tratamento, Marta transformou parte de sua experiência em uma causa coletiva. Passou a integrar o Instituto Oncoguia, embaixadora da rede de pacientes negros com câncer.
Em seus relatos, compartilhava vivências sobre o tratamento, a maternidade e os desafios enfrentados por pessoas com câncer, contribuindo para ampliar a visibilidade e o acolhimento de outros pacientes. Recentemente, recebeu uma homenagem nacional do Instituto Oncoguia, organização da qual fez parte como paciente e voluntária, reconhecendo sua participação e contribuição nessa caminhada.

Enquanto sua história ganha reconhecimento, a família enfrenta outra preocupação. Dois meses após seu falecimento, ainda não foram concluídos os procedimentos administrativos relacionados à sua vida funcional e ao pagamento das verbas rescisórias e dos eventuais direitos de seus dependentes.
Em agosto, a família encaminhou à Prefeitura Municipal um ofício acompanhado da documentação necessária para o pagamento das verbas rescisórias. Sem receber um posicionamento, enviou um novo ofício na primeira quinzena de setembro, questionando a existência de possíveis pendências documentais por parte da família e solicitando informações sobre o andamento do processo e uma previsão para o pagamento.
Até o momento, segundo os familiares, não houve um pronunciamento oficial por parte da administração pública ou da Secretaria de Municipal de Educação de Andorinha. A ausência da renda de Marta representa uma redução significativa no orçamento familiar. Embora o marido também contribua financeiramente para o sustento da casa, a perda dos rendimentos da servidora compromete parte da renda que garantia as necessidades dos filhos, além de honrar com compromissos pré-existentes em nome de Marta, tornando ainda mais importante a resolução dos direitos decorrentes de seu falecimento.
A família cobra transparência, esclarecimentos e agilidade na conclusão dos procedimentos. A reivindicação vai além dos valores financeiros: envolve o reconhecimento da trajetória de uma profissional que dedicou mais de duas décadas ao município onde viveu, trabalhou e criou sua família.
Agora, seus familiares esperam que esse reconhecimento também se traduza em respeito aos direitos deixados por ela, para que seus filhos não precisem enfrentar, além da perda da mãe, a insegurança sobre valores e benefícios legalmente assegurados.
A família segue aguardando respostas da Prefeitura de Andorinha.














