Deputado está preso desde outubro de 2025, mas tenta viabilizar candidatura à reeleição na Bahia.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) negou o recurso apresentado por Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), e manteve o indeferimento da candidatura do político ao cargo de deputado estadual nas Eleições 2026. A informação foi confirmada pela defesa do parlamentar, que recorrerá da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, os advogados de Binho Galinha enfatizaram que a discussão sobre o assunto ainda não foi finalizada e que “não há provas que justifiquem” barrar o nome dele nas urnas. Binho Galinha está preso desde outubro de 2025, suspeito de comandar uma milícia responsável por lavagem de dinheiro há mais de uma década.
Apesar da decisão do TRE-BA, o deputado segue em campanha normalmente. Isso porque, segundo a lei eleitoral brasileira, enquanto o caso não for julgado pela instância máxima, o candidato tem direito de manter a campanha.
Ainda que possa receber votos dos eleitores no primeiro turno das eleições deste ano, que acontece no dia 4 de outubro, a validade deles dependerá do resultado da análise dos juízes do TSE.
TRE-BA indeferiu a candidatura do parlamentar
No dia 14 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) divulgou uma decisão que acolheu a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). A decisão foi tomada em sessão plenária, por unanimidade de votos.
No relatório da sessão foi citado o fato de que Binho Galinha é investigado em processos que o apontam como chefe de uma facção criminosa. O parlamentar é réu em quatro ações penais relacionadas à Operação El Patrón e a desdobramentos da investigação.
O texto apresentou parte dos argumentos apontados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) para o indeferimento da candidatura do político. Além das ações penais, a PRE argumentou que Binho Galinha chegou a ser condenado na Justiça Estadual por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
A sentença em primeira instância estabeleceu pena superior a 36 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado. A condenação envolve crimes relacionados à posse irregular de armas e munições, incluindo armamentos de uso restrito e armas com sinais identificadores adulterados ou suprimidos.
A PRE ressaltou que não pretende antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a presunção de inocência, mas proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.
A defesa do político tem até três dias, a partir da publicação da decisão, para apresentar recurso. Binho Galinha está preso desde outubro de 2025 mas, segundo a defesa, não está inelegível.














