
Vivemos tão ansiosamente que, há muito, deixamos de lado o verbo sentir. Mas quando me refiro a sentir, não é um sentir preguiçoso, é o sentir de verdade, com a alma e o coração.
A correria do dia a dia faz com que deixemos de nos importar uns com os outros. E quando, realmente, nos importamos com alguém, ou alguém se importa conosco, simplesmente ignoramos. Cômico? Talvez! Intrigante? Nem tanto! Trata-se, apenas, da lógica humana.
É como uma via de mão dupla. Às vezes, fugimos do outro e até de nós mesmos, na fortuita intenção de que alguém nos resgate e nos peça para ficar. Fugimos, justamente, para que sejamos notados. E aí se encontra o maior erro.
É complexo entender. Está enraizado na natureza humana. A grande questão, em voga, é o ser humano. É, muitas vezes, agirmos com o coração, quando, em seu lugar, deveríamos dar voz à razão.
Nanda Araújo – Direitos Autorais Reservados













