Por Marlon Reis
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A Câmara de Vereadores de Senhor do Bonfim escancarou a velha lógica do “primeiro eu”. Enquanto aprovou um reajuste de cerca de 19% nas próprias diárias, além da reposição da inflação (4,26%), votou a favor do projeto que concedeu apenas 2% aos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, índice que não cobre nem a inflação e resulta em perda salarial.
Mesmo com a categoria pedindo apoio dos vereadores na tribuna, a maioria ignorou o apelo e manteve o arrocho.
Votaram a favor: Ana Bonfim, Biro-Biro, Babão, Cleiton Vieira, Idailton Galeguinho, Robson Santana, Rê do Sindicato, Serjão, Socorro do Pelé, Tavinho da Pêra e o presidente Ary Urbano.
Na prática, quem está na linha de frente do serviço público paga a conta, enquanto o Legislativo amplia seus próprios benefícios.
Só três vereadores votaram contra: Jeorge Catatau, Sara do Niltão e Weslen Aquino.
Nos bastidores, a influência do Executivo sobre a Câmara reforça a imagem que já circula entre a população: a de um parlamento alinhado ao poder, distante da realidade de quem deveria representar.
Para muitos servidores, o recado foi direto: privilégio para os vereadores, sacrifício para os servidores.













