A amargura

Blog do Eloilton Cajuhy

Imagem: Butterfly-life/Facebook

A amargura pesa, entristece, adoece. Te afasta da doçura de um sorriso, um instante, um encontro, um lugar. Você se fecha para o lado bom das coisas, para a delicadeza de um gesto de carinho, para a força que existe no amor. Deixa de acreditar na alegria de uma canção, na beleza de um dia ensolarado, de uma palavra, uma flor… Fecha a porta para tudo que faz bem por acreditar que nada é verdadeiro, é bom, faz bem ou tem graça. E busca só o que fortalece essa voz que te chama para o silêncio, a mágoa, a reclusão.

Enquanto isso a vida lhe espia pela fresta da janela torcendo muito para que você se liberte, desperte para o que tem de melhor aí dentro, levante e reaja, teime e sacuda a poeira, acorde para a leveza, a alegria e o milagre divino que é ser único. Ser alguém capaz de se curar, se refazer, se reconstruir, se reinventar e voltar.

Voltar mil vezes melhor e maior que a pequenez do que, ou de quem te feriu. Retornar com a cabeça erguida. Como alguém que entendeu o poder da força que existe no amor próprio. Uma alma que se descobriu grata pela oportunidade de cada novo dia e agora leve, livre, se escolhe. Escolhe viver.
Alguém que dá a volta por cima, sorri e abraça tudo de melhor e mais bonito que a vida tem a lhe oferecer.

Sim… Ela ainda te espera.

Não se demore… Decida-se por você, clareie!

Rita Maidana

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