Empresas de energia renováveis suspendem quase R$ 40 bi em investimentos e avaliam deixar o Nordeste

Interlocutores defendem equilíbrio de mercado com outras fontes

Por João Gabriel/Folha de S.Paulo

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Maior turbina eólica em operação no Brasil fica na Bahia – Foto: Divulgação WEG

Empresas do setor de energia renovável avaliam migrar do Nordeste, região de condições climáticas favoráveis à geração eólica e solar, para outros locais do Brasil, suspendendo investimentos próximos a R$ 38,8 bilhões entre 2025 e 2026.

O cenário se dá em razão de uma série de fatores. Além do lento crescimento da demanda por energia e o corte forçado na geração, problemas já conhecidos, representantes do setor reclamam de uma recente elevação dos custos de operação, com a perda de vantagens fiscais e o aumento de exigências.

Integrantes do governo Lula (PT) ponderam que os benefícios fiscais concedidos no passado para impulsionar essas fontes alternativas não são mais necessários, uma vez que elas já ganharam espaço na matriz energética nacional. Com o mercado consolidado, dizem, agora é necessário ajustar a política tributária, para evitar que vantagens às energias eólicas e solares gerem um desequilíbrio no sistema energético nacional, encarecendo a conta ao consumidor.

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