Pé-de-Meia de R$ 700 para universitários começa em 2027

FONTE: Revista Fórum

Ministro da Educação anuncia bolsa e poupança para estudantes de baixa renda no ensino superior.

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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📷 Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula confirmou o início do Pé-de-Meia Universitário em 2027, com bolsa de R$ 700 mensais e depósitos em poupança para estudantes de baixa renda. O anúncio foi detalhado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, na quarta-feira (4), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov. Na mesma entrevista, ele confirmou a ampliação do Pé-de-Meia do ensino médio para todos os estudantes da rede pública.

As duas medidas buscam combater a evasão e garantir condições para que os estudantes permaneçam nas salas de aula. Com a chegada ao ensino superior, o governo expande a política de incentivo financeiro já adotada no ensino médio e atende a uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O programa é voltado a estudantes de instituições públicas e bolsistas do Prouni, de famílias inscritas no CadÚnico, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa. Além da bolsa de R$ 700 por mês, o desenho apresentado prevê depósitos mensais de R$ 250 em poupança, com R$ 2.500 reservados por ano.

Quem concluir a graduação no prazo regular poderá sacar R$ 10 mil corrigidos pela inflação ao final do curso. A permanência na universidade e a conclusão da formação no tempo previsto são as contrapartidas exigidas.

Segundo Barchini, o Ministério da Educação está na fase final de elaboração do programa e já realiza o levantamento dos estudantes elegíveis nas universidades federais. A estimativa divulgada pelo senador Camilo Santana é de que a iniciativa alcance cerca de 1 milhão de universitários em todo o país.

No ensino médio, a mudança anunciada é a universalização do Pé-de-Meia para todos os alunos da rede pública. Atualmente, o benefício é restrito a estudantes de famílias inscritas no CadÚnico, que representam entre 50% e 55% das matrículas da rede pública nessa etapa.

A ampliação será gradual, com início previsto para março, quando começam as aulas, e meta de alcançar a cobertura total até o fim de 2027. Para continuar recebendo o incentivo, o estudante precisa manter frequência mínima de 80% e ser aprovado ao final do ano letivo.

Barchini afirmou que a medida busca corrigir uma desigualdade dentro das próprias escolas. “Em uma sala de aula, às vezes, 20 estudantes recebem o Pé-de-Meia, quatro a cinco não recebem. Isso gerava uma competição adversa nesses estudantes e uma situação de iniquidade”.

Ao defender a criação do benefício universitário, o ministro destacou a mudança no perfil dos estudantes das instituições federais. Há 20 ou 30 anos, segundo Barchini, apenas um terço dos alunos vinha de escolas públicas. Hoje, essa proporção chegou a dois terços.

“Acessar é uma das etapas, é uma das batalhas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil”, afirmou o ministro.

O governo também se apoia nos resultados apresentados para o ensino médio ao justificar a expansão. Segundo Barchini, entre 2022 e 2025, o Pé-de-Meia contribuiu para uma redução de 61% no abandono escolar e de 62% na reprovação. Os números embasam a aposta do governo em levar o incentivo financeiro à permanência também para o ensino superior.

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