Marcelo Soares Cruz destinou R$ 2,42 milhões à candidatura do filho de Jair Bolsonaro e fez novos repasses após a derrota para Lula.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O empresário Marcelo Soares Cruz, dono da Genesis Inovações Empresariais, é o maior doador individual da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Com aproximadamente R$ 2,42 milhões em contribuições, o empresário baiano continuou transferindo dinheiro à candidatura mesmo depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado em 25 de outubro.
Aos 45 anos, Cruz atua no setor de terceirização de mão de obra, com uma empresa que presta serviços a prefeituras do interior da Bahia.
Empresa tem contratos que somam R$ 81,3 milhões
Segundo o levantamento publicado pelo site Metrópoles, com base em diários oficiais e registros do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), a Genesis mantém contratos de terceirização com diferentes administrações municipais baianas.
Os quatro contratos citados somam R$ 81,3 milhões. O maior, de R$ 44 milhões, foi firmado com a Prefeitura de Guanambi, em fevereiro de 2026, com vigência de um ano. Os demais são com Correntina, por R$ 14,5 milhões; Urandi, por R$ 13 milhões; e Maiquinique, por R$ 9,8 milhões.
Ao site Metrópoles, Cruz afirmou, por meio de seu advogado, que as doações foram feitas “por decisão própria e espontânea”, motivadas pela identificação com a candidatura de Flávio. Ele negou relação entre as contribuições eleitorais e os contratos com as prefeituras.
Na mesma manifestação, a defesa informou que o empresário respeita o resultado das urnas, reconhece o presidente eleito como presidente de todos os brasileiros e deseja uma boa gestão para o país.
R$ 585 mil mesmo depois da derrota
Como mostrou a Fórum, Cruz repassou cerca de R$ 585 mil após o segundo turno, respondendo por mais da metade dos aproximadamente R$ 1,1 milhão em novas doações declaradas pela campanha bolsonarista. Foram oito transferências ao longo da campanha, cinco delas depois da votação.
Outros R$ 300 mil recebidos pela campanha de Flávio após a eleição vieram de Júlio José Franco Neves, enquanto aproximadamente R$ 199,1 mil foram registrados por financiamento coletivo. As contribuições chegaram quando o senador já havia fugido do Brasil rumo aos Estados Unidos e passado a contestar o resultado eleitoral.
Campanha reuniu 85 doadores acima de R$ 100 mil
A participação de Cruz integra uma arrecadação com forte presença de grandes financiadores individuais. 85 pessoas doaram mais de R$ 100 mil à campanha de Flávio. Na candidatura de Lula, apenas dois doadores individuais ultrapassavam esse valor no levantamento.
Até 3 de novembro, a campanha do senador havia declarado aproximadamente R$ 115,7 milhões em receitas, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram transferidos pelo partido e R$ 45,8 milhões vieram de pessoas físicas. As despesas declaradas chegavam a R$ 114,8 milhões, com o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais entre os principais gastos.
A arrecadação depois da votação é permitida para quitar despesas contraídas durante a campanha e ainda não pagas, conforme as regras explicadas pela Justiça Eleitoral. Flávio e Lula têm até 14 de novembro para entregar as contas finais dos dois turnos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.













