Por Jairo Sá*
O denominado Projeto Escola sem Partido já foi declarado inconstitucional pelo Supremo e derrotado nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e pelo próprio Congresso Brasileiro. Depois desses percalços, chega a Bonfim. E isso é bom, num certo sentido, porque provoca um debate que, diante da atual conjuntura do país, é bem-vindo.
Desrespeitoso e preconceituoso com os professores, porque os acusa de doutrinação, e com os estudantes, pois parte do princípio de que são como folhas em branco onde se imprime a ideologia professada pelos docentes, seja ela qual for.
O curioso é que tal proposição traz embutida a ideia de que a pretensa doutrinação tem viés de esquerda. Ora, se fosse verdade tal pressuposto o Brasil não elegeria um presidente de extrema direita e nem um número significativo de governadores, deputados, prefeitos e vereadores reacionários e negacionistas, que apoiam um governo que tem a destruição e a morte como meta.
Tais autoridades, eleitas democraticamente pelo povo, se não se posicionarem o mais rápido possível, passarão à História como coveiros da própria democracia, porque cúmplices do golpe que já se encontra em fase preparatória.
Mas tenho a certeza de que a maioria dos nossos edis não se alinha com a política de morte e destruição. E confio plenamente no seu discernimento para não aprovar o Projeto de Lei nº 016/2022. Até porque, em sendo aprovado, seria inócuo, já que é inconstitucional e ilegal.
Mais do que nunca é necessária a mobilização do povo para conter o estrago que vem sendo feito com a saúde, a educação, o meio ambiente, os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários, entre tantos outros.
**Jairo Sá – Ex-vereador e ex-secretário de Administração de Senhor do Bonfim-BA / Foto: Reprodução Facebook















