Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Gustavo Xavier
Participantes de audiência pública que celebrou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, na Câmara dos Deputados, defenderam mais avanços na legislação para esse segmento, mas reconhecem as conquistas nos últimos anos.
O evento foi proposto pela Comissão em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência para comemorar a data, que é promovida pela ONU desde 1992 com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados à deficiência. Poesias, danças em cadeiras de rodas, peças de teatro realizadas por artistas com deficiência, clipes musicais em libras e shows foram algumas das apresentações artísticas promovidas pela comissão.
A deputada Érika Kokay (PT-DF), uma das proponentes do debate, afirmou que é preciso saudar as conquistas dos direitos das pessoas com deficiência, mas também é preciso garantir que esses direitos sejam efetivados. Kokay criticou a falta de dotações orçamentárias para as políticas de pessoas com deficiência.
“O governo quer eliminar as cotas das pessoas com deficiência no mercado do trabalho, há falas contra educação inclusiva que buscam segregar as pessoas com deficiência. Não há uma compreensão de quem ocupa postos chave no governo, que a inclusão é uma forma resgatar a humanidade”, falou a senadora.
A criadora do Teatro dos Sentidos, Paula Wenke, defendeu uma maior inclusão das pessoas com deficiência nas artes, e maior apoio das políticas governamentais. O Teatro dos Sentidos é uma nova técnica de encenação idealizada especialmente para uma plateia de deficientes visuais, ou para um público com olhos vendados. Segundo ela, a experiência existe há 24 anos, e nunca conseguiu apoio das leis de incentivos federais. Para Wenke, é preciso que os empresários fomentem as artes inclusivas não só pelo interesse de suas empresas, mas pelo interesse nacional.
“Voltamos a insistir na arte inclusiva não apenas porque está na lei da pessoa com deficiência; arte inclusiva transforma limitações em inspirações para novas poéticas, estéticas e formatos e tecnologia inovadora para atingir novos públicos a se sentir identificado com artistas PCD. PCDs tem experiências próprias de percepção do mundo”, disse Paula.
O presidente do Conselho de Direitos Humanos do Distrito Federal, Michel Platini, defendeu que as pessoas com deficiência ocupem todos os espaços da sociedade. Segundo ele, 45 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência.














