Equipe do delegado Uzzum apreende armas utilizadas na tentativa de assalto ao BB de Ponto Novo

uzzumPoliciais civis apreenderam um verdadeiro arsenal de guerra em uma chácara no município de Santo Estêvão. Segundo a polícia, armas pertenciam a Miguel Vicente de Assis Oliveira, 46 anos, o “Topete”, que foi preso e é apontado pela polícia como integrante de uma quadrilha especializada em assalto à banco e explosões de caixas eletrônicos no estado.

“Ele é perigoso. Já cumpriu pena por tráfico de drogas e sabemos que está fazendo parte da quadrilha. Só não identificamos ainda o seu papel no grupo”, afirmou o delegado João Uzzum, coordenador da 1ª Coorpin em Feira de Santana.

Na casa de Miguel foram encontrados quatro fuzis, sendo dois AK47, um Fal 7,62 e um calibre 5.56, além de uma submetralhadora 9 mm com silenciador e vasta munição. Todo o material apreendido é de uso exclusivo das Forças Armadas.

“Não temos ideia do valor real destes armamentos, mas acredito que custem mais de R$ 300 mil. Este fuzil AK 47 é utilizado por terroristas de todo o mundo, para se ter uma noção da força deste armamento”, disse o delegado.

Miguel Vicente foi internado no Hospital Geral Clériston Andrade após ser atingido na perna durante troca de tiros com os policiais. Ele negou, em depoimento, ser dono das armas e disse desconhecer como elas foram parar na sua propriedade.

O delegado João Uzzum informou que as armas foram utilizadas em várias ações contra instituições financeiras a exemplo das ocorridas nas cidade de Ponto Novo e Cabaceiras do Paraguaçu nos meses de outubro e junho respectivamente.

“As armas foram reconhecidas por policiais que participaram do combate com os assaltantes nestas duas ações. A quadrilha que agiu foi a que tem sede na região de Santo Estêvão, inclusive um dos assaltantes, morto na ação de Ponto Novo, foi enterrado em Santo Estêvão e o Miguel participou do velório e sepultamento dele”, frisou o delegado.

Após ser liberado do hospital Miguel será encaminhado para o Conjunto penal de Feira de Santana. Oficiais do Exército, mais precisamente do 35º BI, estiveram no Complexo Policial para verificar se alguma arma pertence à instituição.

*Ivan Silva Notícia

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