Primeira celebração ao Anjo Bom da Bahia contou com a participação de 49 mil pessoas
Por Itana Alencar, G1 BA

A primeira cerimônia de homenagem a Santa Dulce dos Pobres no Brasil foi realizada neste domingo (20), com a presença de 49 mil pessoas, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A programação contou com missa, espetáculo teatral sobre a vida da santa e atrações musicais. Irmã Dulce foi canonizada no último domingo (13), no Vaticano.
O público se concentrou nos arredores da arena ainda por volta das 9h, cerca de 3h antes dos portões abrirem, ao meio-dia. Uma fila gigantesca se formou para aguardar a entrada no estádio, enquanto os termômetros marcavam 30 graus.

Do lado de fora da Arena Fonte Nova, muitos comerciantes vendiam azulejos, bijuterias e bonecas em alusão à santa.
Entre os fiéis que chegaram para assistir à cerimônia, muitos funcionários e voluntários das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Uma dessas pessoas foi Tatiane Ferreira, que levou a filha Anna Clara, de 8 anos.
“É uma emoção muito grande. Um reconhecimento que eu já tenho, como funcionária das Obras Sociais, e agora esse reconhecimento no mundo todo. A gente que trabalha lá vê o amor que tem nas obras por causa dela”, disse Tatiane.
Grande parte do público era formado por idosos, que também enfrentaram o sol para chegar à Fonte Nova. Um grupo de senhoras da paróquia de Santa Dulce também marcou presença na celebração.
“É muito bonito poder ver tudo isso, nossa primeira santa. A gente que já é mais velho faz um esforço para vir, por que quando isso vai acontecer de novo? É muita emoção estar aqui, mas está difícil pra gente andar. Algumas pessoas que estavam de muletas na nossa equipe desistiram”, ponderou Hildete Cavalcante, uma das líderes do grupo.
Quatro grupos musicais e a cantora Patrícia Ribeiro animaram o público, que vibrava e cantava mesmo com as queixas de sol forte.

Espetáculo Império do Amor
Ainda como parte da programação, 530 crianças participaram do espetáculo Império de Amor, que contou a vida do Anjo Bom da Bahia ao público presente.
As crianças encenaram toda a trajetória da beata desde a infância. A peça também fez referências às obras de Irmã Dulce e a luta da primeira santa brasileira para cuidar dos pobres e enfermos.
“É gratificante ver que ela lutou por isso tudo, mesmo contra a vontade de muita gente até da igreja, porque queria fazer o bem. A obra dessa nossa santa vale ouro”, observou a religiosa Janete Dias, que estava acompanhada de duas filhas.

O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, acompanhou todo o espetáculo do altar. Na plateia estavam os miraculados Cláudia Araújo e José Maurício Moreira, além da sobrinha de Santa Dulce, Maria Rita Pontes.
O espetáculo contou com a participação da cantora Margareth Menezes, que subiu ao palco vestida de freira. Além disso, o sanfoneiro Waldonys cantou o hino oficial a Santa Dulce e emocionou o público.
Os cantores Saulo e Tuca Fernandes também participaram do espetáculo e cantaram a música “Doce Luz”, que também homenageia o legado da Santa Dulce dos Pobres.














