
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou abertura de inquérito para investigar os senadores do PMDB Renan Calheiros e Romero Jucá, além do ex-senador José Sarney e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. Esse é o primeiro inquérito aberto por Fachin, desde que assumiu a Lava Jato, há uma semana.
Os investigados são acusados do crime de embaraço às investigações da Operação Lava Jato. As acusações têm como base a delação premiada de Sérgio Machado e em conversas gravadas com os envolvidos. Em uma das gravações Romero Jucá cita um “acordo” para “estancar a sangria”.
A abertura de inquérito atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o procurador, os acusados “demonstram a motivação de estancar e impedir, o quanto antes, os avanços da Operação Lava Jato em relação a políticos, especialmente do PMDB, do PSDB e do próprio PT, por meio de acordo com o STF e da aprovação de mudanças legislativas.”
Os três políticos negam as acusações. Disseram que nunca tentaram interferir na Lava Jato. Romero Jucá afirmou que a investigação e a quebra de sigilo do processo irão mostrar a verdade dos fatos.
Renan Calheiros disse que o inquérito vai comprovar seus argumentos e será arquivado por absoluta inconsistência.
José Sarney disse que a abertura de inquérito vai comprovar que o único crime cometido foi Sérgio Machado ter feito as gravações ilegalmente.
Já Sérgio Machado não pode se pronunciar por causa do acordo de delação premiada.
*Radioagência Nacional













