Xingado todo dia, vendedor não desiste de Lula e Bolsonaro na toalha

A disputa entre os dois políticos começou com força e vendedor dá risada

Campo Grande News

Lula e Bolsonaro aparecem em toalhas vendidas em esquina movimentada da Capital do Mato Grosso do Sul (Foto: Kísie Ainoã)

Em bancas de feiras que rodam bairros da cidade o rosto de Lula e Bolsonaro já estampam toalhas. Mas é na esquina da Avenida Consul Assaf Trad com a Rua Antônio Rahe, em Campo Grande-MS, que há 20 dias eles “andam juntinhos” e já “disputam 2022” com força.

Quem para no local por alguns minutos para perguntar o preço ou bater um papo com o vendedor Manoel Messias, de 34 anos, ouve de tudo, mas o que não falta é xingamento. “Xingam todo dia, o tempo todo. Mas não tô nem aí. Não vendo política, vendo toalha”, avisa o vendedor.

Tem gente que provoca e pergunta quanto custa o pano de chão. “Eu já mando que eu não vendo pano de chão, eu vendo toalha e digo que custa o preço da carroça que ele está dirigindo”.

Quando questionado qual toalha é a mais vendida ele prepara o terreno. “Quer saber mesmo? Não vai ficar com raiva?”, questiona. Em seguida responde: “Lula”.

Ele jura que na última sexta-feira (12) vendeu 14 toalhas, duas do Bolsonaro e 12 do Lula. “Não tenho porque mentir”.

Manoel diz que escuta xingamento todo dia, mas nem liga. “Não vendo política, só vendo toalha”, diz. (Foto: Kísie Ainoã)

As estampas não trazem nenhuma mensagem ofensiva ou contra qualquer candidato. O pré-candidato sem partido ganhou toalha com fotos e frases comuns da sua política como “Deus acima de todos”. Já o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores aparece com a frase “Lulinha paz e amor” e “pro Brasil voltar a sorrir”.

 A venda com rosto dos políticos começou há 20 dias, conta Manoel. “Tem gente que acha que estou colocando só porque eu sou nordestino, mas coloquei para fazer um teste e deu certo”.

As toalhas são compradas na Paraíba, estado onde ele nasceu. Manoel chegou a Campo Grande há um ano e roda o país desde a adolescência vendendo redes, balanços, chapéus de palha e toalhas.

Apesar dos xingamentos e das provocações ele diz que não vai desistir da venda. “Só estou trabalhando. E se compram os dois, vou continuar trazendo os dois”, ri. Cada toalha custa R$ 35,00 e Manoel aproveita o ponto movimentado todos os dias.

Veja também