Vencimento, que diz respeito ao mês de abril, foi descrito no Portal de Transparência da Corte.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, condenada com outras quatro pessoas por venda de decisões judiciais na Bahia, está afastada do cargo desde 2019, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo órgão, que informou ter prorrogado a medida cautelar em fevereiro de 2026, com validade até o ano que vem.
Apesar disso, conforme o Portal da Transparência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a magistrada, que é ex-presidente do órgão, segue com vencimentos em dia. Somente em abril deste ano, o salário da desembargadora chegou a R$ 129 mil, sem os descontos.
Parte desse dinheiro diz respeito a uma indenização por férias não usufruídas, no valor de R$ 69 mil. Após os descontos, o valor líquido do recebimento foi de R$ 104 mil.
Não se sabe, no entanto, se há alguma decisão que impeça o saque do valor. O portal entrou em contato com o STJ, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Outros vencimentos
Além de abril, o Portal de Transparência do TJ-BA reúne os vencimentos também de outros meses deste ano, até agosto. Naquele mês, por exemplo, o montante separado para a desembargadora após os descontos foi de R$ 52,2 mil.
A mesma ferramenta mostra os salários do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, aposentado compulsoriamente desde 2021. Ele também foi condenado no âmbito da Operação Faroeste.
No caso do magistrado, o vencimento mais alto do ano foi de R$ 44,4 mil em julho. Com os descontos, o valor foi a R$ 33 mil. Já o pagamento mais recente apontado, em agosto, é de R$ 32,2 mil, chegando R$ 24,4 com descontos.
Perda dos cargos
Além das penas de prisão estipuladas aos dois, tanto a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago quanto o juiz aposentado Sérgio Humberto de Quadros Sampaio podem perder os cargos.
No entanto, a decisão ainda cabe recurso e as duas defesas já informaram que pretendem acionar as próximas esferas.
Segundo o advogado criminalista Luis Henrique Requião, o primeiro passo é o Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, os magistrados ainda podem manter os cargos ao recorrer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Outras questões, como a idade dos condenados ao fim do processo, também podem ser levadas em conta ao determinar a pena.














