Obrigado, Edu! – Por Alex Barbosa

Conheci Edu há trinta anos, quando estudávamos no Colégio Isabel de Queiroz. Nos encontrávamos muito nos períodos do esporte, eu na turma do futsal e ele com a galera do basquete ou do vôlei. Como a gente era mais novo, acabávamos tendo que liberar a quadra para os mais velhos, mas o Edu sempre intermediava pra gente conseguir pelo menos terminar o baba. Quando passei a frequentar a Visconde, lá estava ele sempre atencioso e com seu sorriso marcante.

Acabei saindo de Bonfim, mas quando retornava o via com frequência, primeiro com a turma de minha irmã, depois em companhia de meu padrinho e seu grande amigo, Valmirzão. Foram tantos encontros no Bar do Dinho, no Abrigo, no estádio, durante o São João. Muita conversa boa, algumas gozações quando o Bahia ganhava ou perdia e umas resenhas com o Danilo. Vez ou outra me exaltava com algum assunto, mas ele com seu jeito tranquilo sabia contornar a situação.

Quando comecei a escrever sobre a história de Bonfim, Edu foi um dos primeiros a apoiar. Comentava com frequência, gostava quando eu publicava sobre personagens do povo, várias vezes enviou vídeos e me pedia para falar sobre o Quinzinho da Farmácia. Infelizmente, não consegui atender seu pedido, mas o farei em breve. Por enquanto, escrevo essas linhas como forma de agradecimento a tudo que Edu foi e fez.

Obrigado, Edu! Obrigado por ter sido esse sujeito tão porreta! O eterno apaixonado por Ritinha, o pai amoroso de Juninho, o filho e irmão querido, o servidor exemplar, o atleta vencedor, o homem de fé e o grande amigo. São tantos os adjetivos que podem definir o Edu, muitos ditos nas milhares de manifestações de pesar por seu falecimento. Mas, vou citar uma que meu amigo Harrison Aquino citou a pouco: Edu era um cara generoso! E essa generosidade vai fazer muita falta!

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