O bonfinense nos tempos do Imperador

FONTE: Minha Cidade - Senhor do Bonfim

Salustiano Ferreira Souto nasceu na Vila Nova da Rainha no ano de 1814. Filho do português e sargento-mór Antônio Ferreira Souto e de Maria Joaquina de São José, uma negra liberta de origem muçulmana. Há referências históricas que, já em Salvador, pela influência materna, Souto tenha sido uma liderança cripto-islâmica na Bahia, participando da Revolta dos Malês, em 1835.

No ano seguinte, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, tornando-se doutor e professor em Ciências Médicas Cirúrgicas. Como médico cuidou da saúde do amigo Castro Alves e serviu na Junta de Higiene. Foi sócio do antigo Instituto Histórico da Bahia e passou a frequentar a corte brasileira em Salvador, que acabou levando a sua indicação para administrar o Passeio Público da Bahia.

Em 1864 representou a província da Bahia na Câmara dos Deputados, desempenhando um influente papel ao convocar voluntários para a Guerra do Paraguai, onde prestou serviços médicos durante as batalhas. Salustiano Souto foi Conselheiro de Sua Majestade, Comendador da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Era um político considerado progressista, fazenda parte do Partido Liberal. Integrou a lista tríplice eleita para o Senado, mas teve seu nome preterido pelo Dom Pedro II, supostamente pelos rumores de ter tido um caso com a Condessa de Barral, a grande paixão do Imperador.

Fontes: Bonfim: Terra do Bom Começo (Adolpho Silva) – Paulo Valadares (2011) – Cartas Brasileiras: Volume 1 (1809 – 1904) – Condessa de Barral: A paixão do Imperador (Mary Del Priore)

Possível foto de Salustiano Ferreira Souto – Autor: Pacheco (Acervo: Conrado Leiloeiro)

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