Elas são 7 milhões no Brasil, a maioria mulheres negras, de baixa escolaridade e uma das categorias mais afetadas pelos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19.
As empregadas domésticas foram lembradas por deputadas de vários partidos no Plenário da Câmara nesta terça-feira (27), quando se comemorou o dia dessas pessoas que só tiveram seus direitos trabalhistas equiparados aos demais trabalhadores há menos de dez anos no Brasil.
A deputada Celina Leão (PP-DF), coordenadora da Secretaria da Mulher da Câmara, anunciou a realização de um seminário par tratar da situação das empregadas domésticas no país no dia 10 de maio.
Celina Leão, que também é relatora do projeto (PL 1011/20) que define as categorias prioritárias para vacinação, pediu a conclusão da votação da proposta em Plenário e a apreciação de um destaque apresentado pela deputada Benedita da Silva, que inclui as domésticas na lista.
“A maior homenagem que nós podemos fazer é votar o destaque do projeto 1011, o destaque da deputada Benedita, que com muita sabedoria, incluiu as nossas trabalhadoras domésticas em grupos prioritários da vacinação. Nós sabemos que essas mulheres não podem parar, sabemos das dificuldades de todas elas, que muitas ainda estão em condições análogas à escravidão”.
O substitutivo apresentado por Celina Leão dá prioridade para vacinação de caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros, pessoas com doenças crônicas, entre outros.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) chamou a atenção para os efeitos da pandemia na vida dessas mulheres.
“Nós temos vários casos, dezenas de casos de cárcere privado, de pessoas, empregadas domésticas que estão sendo proibidas de sair das casas de onde trabalham para que não possam estar circulando e carregarem o vírus. Então, portanto, estamos vivenciando uma situação extremamente dramática”.
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que já foi empregada doméstica, disse que a pandemia já causou a demissão de 2 milhões de trabalhadores domésticos.
“Neste momento de pandemia principalmente, nós perdemos mais de 2 milhões de postos de trabalho para estas mulheres. A maioria dessas mulheres são mulheres negras porque trabalhadora doméstica vem de um histórico tremendo e terrível, que é do regime escravocrata. Então nós vimos esses empregos sumirem”.
A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) lembrou que a primeira pessoa a morrer de Covid-19 no Brasil foi uma empregada doméstica, contaminada pelos patrões.














