Fazendo parte das comemorações alusivas ao Padroeiro Senhor do Bonfim, uma missa foi celebrada às 7h da manhã desta quinta-feira (12), em homenagem ao saudoso Bispo de Bonfim, Dom Jairo Rui Matos da Silva. Ele faleceu há 10 anos, exatamente no dia 12 de janeiro de 2007, por volta das 4h, na Casa de Retiro São Francisco, em Salvador.
UMA VIDA DE ENTREGA A DEUS – Dom Jairo nasceu no dia 3 de julho de 1929, na cidade de Castro Alves (BA). Fez os estudos iniciais em sua terra natal. Em 1942 ingressou no Seminário Menor de São Vicente de Paulo (em Itaparica) pela Arquidiocese de São Salvador que era dirigido pelo arcebispo primaz D. Augusto Álvaro da Silva, mais tarde elevado a cardeal. Dois anos depois foi transferido para Salvador (Seminário São José), onde continuou os estudos eclesiásticos.
Em 11 de janeiro de 1963 foi transferido para Jequié (paróquia Santo Antonio de Pádua). Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI.
Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Senhor do Bonfim no dia 2 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese.Durante os anos de magistério episcopal à frente da diocese de Bonfim, podemos destacar alguns de seus trabalhos. Restaurou um prédio dos Vicentinos, onde funciona desde 1975 um Artesanato que preparou mais de 500 (quinhentas) pessoas pobres.
Reformou o atual Ginásio Diocesano, adaptando-o, também, para formação de agentes da pastoral. Criou o boletim mensal intitulado “Ressurreição e Vida” cujo 1º número saiu no mesmo mês de sua chegada. Apoiou a fundação do sindicato dos trabalhadores rurais e a Associação das Lavadeiras de Senhor do Bonfim. Adquiriu e recuperou algumas casas, salões paroquiais, igrejas e capelas. Construiu uma nova cúria, tendo ao lado um salão – Auditório e um conjunto de salas para as diversas comissões de trabalho pastoral.
Introduziu a prática das Assembleias diocesanas para avaliação e planejamento das atividades apostólicas e dividiu a diocese em 5 Zonais a fim de que as paróquias mais próximas pudessem se encontrar para revisão e planejamento dos trabalhos de evangelização.
Aceitou e incentivou o projeto “Igreja Irmãs” entre as diocese de Santa Catarina e as da Bahia. Fundou a Obra Kolping cuja finalidade é formar a juventude pelo trabalho, pela religião e pela recreação. Promoveu a “Missão da terra” para irmanar e esclarecer os camponeses no seu esforço e na sua conquista por um mundo mais justo.
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