Nem todo afastamento é fuga; às vezes, é apenas a sabedoria de escolher lugares onde a paz, o respeito e a delicadeza ainda existem.
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Há pessoas que passam pela vida tentando encontrar um lugar onde possam simplesmente ser quem são. Não querem dominar o mundo, não precisam de aplausos e não desejam estar acima de ninguém. Apenas procuram um espaço onde possam respirar sem precisar se defender o tempo inteiro.
Porque nem toda asa foi feita para voar para longe.
Algumas aprenderam a pousar.
Pousar em lugares onde existe respeito. Onde a palavra não é usada para ferir. Onde a bondade não é confundida com fraqueza e a sensibilidade não é tratada como defeito.
Às vezes, afastar-se não significa desistir das pessoas ou da vida. Significa apenas reconhecer que determinados ambientes já não combinam com aquilo que existe dentro de nós.
Há lugares que nos fazem perder a leveza. Há relações que transformam carinho em cobrança, confiança em desconfiança e presença em desgaste.
E chega um momento em que precisamos entender que preservar a nossa paz também é uma forma de coragem.
Deus não nos chamou para permanecer em todos os lugares. Existem caminhos dos quais precisamos sair para que outros possam surgir. Existem ciclos que precisam terminar para que a nossa alma encontre espaço para florescer novamente.
Talvez você esteja vivendo exatamente esse momento.
Não tenha medo de pousar onde existe paz. Não se sinta culpado por escolher ambientes mais leves, pessoas mais verdadeiras e relações onde o afeto não precise ser implorado.
Há asas que não fogem do mundo; apenas aprenderam a pousar onde a delicadeza ainda floresce.
E talvez isso não seja fraqueza.
Talvez seja maturidade.















