Estudo aponta combustíveis mais caros na Bahia após privatização da Refinaria de Mataripe

FONTE: Com informações do g1 BA e TV Bahia

Levantamento do Ibeps indica que diesel, gasolina e gás de cozinha vendidos pela refinaria baiana tiveram preços superiores aos praticados pela Petrobras desde 2021.

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) aponta que os combustíveis comercializados pela Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, permanecem mais caros que os vendidos pela Petrobras desde a privatização da unidade, concluída em 2021.

Segundo o estudo, o diesel S10 vendido pela refinaria baiana custou, em média, 8% a mais que o produto da estatal. A gasolina apresentou diferença de aproximadamente 7%. Já no gás de cozinha, a disparidade chegou a 25%: o botijão de 13 kg comercializado pela refinaria custou, em média, R$ 48,12, contra R$ 38,43 na Petrobras.

Administrada pela Acelen, após ser vendida a um fundo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, a Refinaria de Mataripe responde por cerca de 80% do abastecimento de combustíveis da Bahia e aproximadamente 14% da capacidade nacional de refino.

Para o economista Eric Gil Dantas, do Ibeps, um dos argumentos utilizados para justificar a privatização era ampliar a concorrência e reduzir os preços, o que, segundo ele, não ocorreu. O especialista também destaca que a diferença entre os valores aumentou com a escalada das tensões no Oriente Médio, que pressionaram as cotações internacionais do petróleo.

O Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis da Bahia (Sindicom-BA) atribui parte das diferenças às estratégias de formação de preços. Enquanto empresas privadas acompanham mais diretamente as cotações internacionais e a variação cambial, a Petrobras adota critérios próprios.

Em nota, a Acelen afirmou que os preços seguem critérios de mercado, considerando o custo internacional do petróleo, o câmbio e o frete. A Petrobras informou que sua política busca conciliar competitividade e rentabilidade.

Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP) ressaltou que o Brasil adota, desde 2002, o regime de liberdade de preços, no qual refinarias, distribuidoras e postos definem seus valores em ambiente de livre concorrência.

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