Como era Bomfim há 100 anos atrás?

FONTE: Minha Cidade - Senhor do Bonfim

Em 1921, Senhor do Bonfim era um dos vinte maiores municípios baianos com uma população de 37.462 habitantes. Sua área era de aproximadamente 8.640 km2, dividida entre a cidade, que abrigava cerca de 2 mil casas, 26 ruas e 7 praças; o distrito de Jaguarari e os povoados de Brejo, Campo do Meio, Canoa, Cariacá, Carrapichel, Catuni, Estiva, Itumirim, Macambira, Missão do Sahy, Santa Rosa de Lima, Tiririca e Umburana.

O município era sede da Comarca de 2ª Entrância, que compreendia os termos de Campo Formoso e Queimadas. A chefia política cabia ao Intendente Antônio de Oliveira Guena, tendo Manoel Francisco Cavalcanti como presidente do Conselho Municipal.

A economia tinha como base as culturas do café, fumo, cana de açúcar, mandioca e milho, com destaque para a lavoura de maniçoba do Coronel Antônio Félix Martins, tido como um dos grandes produtores do estado. A pecuária era baseada na criação de bovinos, caprinos e ovinos. A mineração também desempenhava um papel importante com a extração de ferro e manganês, além da mina de cobre, em Jaguarari, considerada na época uma das maiores reservas do mundo.

A feira livre já se destacava como uma das principais da região e o comércio contava com agência bancária, lotérica, armazéns, engenhos, alambique, farmácias, hotéis, pensões, teatro, cinema e jornais. O transporte de cargas e passageiros era realizado através da linha férrea, administrada pela Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de l’Est Brésilien. Existiam ainda quatro escolas municipais, duas estaduais, uma complementar e uma particular.

Por sua importância política e geográfica, Bonfim passou a sediar o 3º Distrito da Inspetoria de Obras Contra as Secas. A cidade abrigava a Coletoria Federal, o Tiro de Guerra 442, a agência dos Correios, o Telegrafo Nacional, e instituições como o Hospital N. Sra. da Piedade, a Sociedade 25 de Janeiro, a União e Recreio, o Montépio dos Artistas e a Mutuaria Amparo do Lar.

*Com informações Censo IBGE (1920) – Almanak Lammert (1921) – Bonfim: Terra do Bom Começo (1971)

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