Davi Alcolumbre, Rogério Marinho e Tereza Cristina buscam apoio entre parlamentares; oposição tenta evitar divisão de votos que favoreça o atual presidente da Casa.
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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A disputa pela presidência do Senado Federal já movimenta os bastidores da política nacional. Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) intensificaram as articulações em busca de apoio para a eleição.
Alcolumbre aposta na força do cargo e na negociação de espaços estratégicos, como relatorias e presidências de comissões, para ampliar sua base de sustentação. Aliados estimam que ele possa contar com 48 votos, embora adversários considerem essa projeção exagerada.
Entre as movimentações está a indicação de Eduardo Gomes (PL-TO), ligado ao partido de Rogério Marinho, para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A iniciativa é vista como um aceno à oposição.
Do outro lado, Marinho tenta ampliar o apoio para além do PL, que contará com 29 senadores na próxima legislatura. O parlamentar busca reunir os 41 votos necessários para vencer a eleição e tem procurado demonstrar força política com a adesão de integrantes de outras legendas.
Tereza Cristina também trabalha para conquistar votos, especialmente entre parlamentares do Centrão. Com perfil conciliador e bom trânsito em diferentes grupos políticos, a senadora tenta se apresentar como alternativa à atual presidência e à candidatura de Marinho.
Apesar de disputarem parte do mesmo eleitorado, Marinho e Tereza evitam um confronto direto. Os dois pretendem manter suas candidaturas e comparar as projeções de votos em janeiro, quando poderão decidir quem terá melhores condições de representar a oposição.
A eleição será realizada por votação secreta, o que torna as articulações ainda mais imprevisíveis. Mesmo com o apoio anunciado por algumas direções partidárias, não há garantia de que todos os integrantes das bancadas seguirão a orientação.
Enquanto as negociações avançam, Alcolumbre e Marinho também protagonizam críticas públicas sobre a atuação do Senado e sua relação com o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.
O cenário indica uma disputa marcada por alianças, negociações e possíveis dissidências, na qual a capacidade de conquistar votos fora das próprias legendas poderá ser decisiva para definir o comando do Senado.













