Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O caso da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, não foi o único em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, atuou como advogado para tentar livrar de punição policiais militares acusados de matar inocentes.
No ano passado, o parlamentar participou da equipe de defesa que entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar que quatro PMs que respondiam pelos homicídios, em 2020, de quatro homens na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio, fossem a júri popular.
Apesar de o Ministério Público Federal (MPF) ter defendido levar o caso aos jurados, a 5ª Turma do STJ anuiu com o pedido dos advogados dos réus. Houve recurso da decisão, e hoje o processo segue em andamento no STJ.
Dois dos mortos eram inocentes que apenas passavam pelo lugar errado na hora errada: o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e o entregador de supermercado Marcos Guimarães da Silva, de 51. Parentes das outras duas vítimas — Ivanildo Moura de Souza, de 22 anos, e Douglas Rafael Barros Assunção, de 18 — admitem o envolvimento de ambos com o tráfico.














