Cadáveres foram localizados em diferentes regiões da capital paulista, em condições diversas. Polícia apura possíveis ligações com facções criminosas e o chamado “tribunal do crime”.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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A Polícia Civil investiga uma sequência de 11 ocorrências envolvendo corpos encontrados em diferentes regiões de São Paulo entre 5 de setembro e 21 de outubro. Os casos chamaram a atenção pela forma como algumas vítimas foram abandonadas, incluindo corpos dentro de sacos plásticos, amarrados, esquartejados, decapitados ou carbonizados.
O caso mais recente foi registrado nesta quarta-feira (21), quando policiais militares encontraram o corpo esquartejado de uma mulher dentro de sacos pretos, nas proximidades da Marginal Tietê, na Zona Norte da capital. A identidade da vítima ainda não havia sido confirmada.
Segundo as autoridades, não há evidências de que os crimes estejam relacionados entre si ou tenham sido praticados por um mesmo autor. A hipótese de atuação de um serial killer, que ganhou repercussão nas redes sociais, não é sustentada pelas investigações até o momento.
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apura cinco casos na Zona Leste, três na Zona Sul, dois na Zona Norte e um na Zona Oeste. Até o momento, oito vítimas foram identificadas, sendo sete homens e uma mulher. Pelo menos três suspeitos tiveram prisões decretadas pela Justiça.

Polícia investiga diferentes motivações
Entre as linhas de investigação estão possíveis crimes relacionados ao chamado “tribunal do crime”, expressão usada para designar punições clandestinas impostas por facções criminosas a pessoas acusadas de descumprir suas regras. As apurações também consideram hipóteses de vingança e outras circunstâncias específicas de cada ocorrência.
A polícia não descarta o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou de outros grupos criminosos em alguns dos homicídios. Entretanto, ressalta que os casos são investigados individualmente e que não há confirmação de uma conexão entre todas as mortes.
A repercussão dos episódios nas redes sociais levou representantes da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo a se manifestarem publicamente para esclarecer que, até o momento, não existem provas da atuação de um assassino em série na capital.
As autoridades também alertam que a divulgação de informações sem confirmação pode aumentar o medo da população e prejudicar familiares que ainda buscam notícias de pessoas desaparecidas.
As investigações continuam para identificar as vítimas, esclarecer as circunstâncias das mortes e responsabilizar os envolvidos.















