Pastor que estava com homem que morreu em motel já foi preso por agredir esposa após denúncia da filha

FONTE: Clara Sganzerla, g1 Rio Preto e Araçatuba

Na época, menina tinha 11 anos e ligou para a polícia durante uma discussão dos pais; Alex Sandro Soares Zeca foi detido novamente na segunda-feira (19), após outro episódio de violência doméstica.

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Alex Sandro Soares Zeca é pastor em igreja em Catanduva (SP) — 📷 Reprodução/Facebook

O pastor que estava em um motel de Catanduva, no interior de São Paulo, com uma mulher e um homem de 33 anos, que morreu no local, já foi preso em flagrante por estar armado com um revólver e agredir a esposa, em novembro do ano passado. Naquela ocasião, a filha do casal, à época com 11 anos, ligou para a polícia e denunciou o episódio.

Na segunda-feira (19), o pastor Alex Sandro Soares Zeca foi novamente detido por violência doméstica após brigar com a esposa e exigir que ela fosse embora da casa. Ele fugiu, pulou o muro de casa e foi localizado pela polícia nos fundos da residência de um vizinho. Depois, foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado.

Já no dia 12 de outubro passado, Alex estava acompanhado de Ana Lígia Oliveira do Carmo e Fabrício Augusto das Neves, que morreu, em uma suíte de motel. Os três usaram drogas e consumiram bebida alcóolica no local, segundo relatou a mulher. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.

A primeira denúncia contra o pastor, do caso de violência doméstica, foi registrada em novembro de 2025. Conforme o boletim de ocorrência, a filha dele acionou a Polícia Militar e relatou que os pais estavam brigando e que Alex estava armado.

Quando a equipe chegou ao endereço, no bairro Jardim Bela Vista, encontraram a mãe da menina com ferimentos na boca provocados pelas agressões. Em depoimento, a mulher informou que Alex estava usando drogas há cerca de quatro dias seguidos.

Ainda segundo o registro policial, o pastor foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sob escolta policial ao Hospital Padre Albino antes de ser encaminhado à cadeia.

No imóvel, os agentes apreenderam o revólver carregado no guarda-roupa, uma vez que não foram apresentados documentos que comprovassem a regularidade da arma. Na época, a esposa pediu uma medida protetiva de urgência e Alex foi encaminhado para a ala psiquiátrica do hospital.

A ocorrência foi registrada como violência doméstica, posse irregular de arma de fogo e lesão corporal.

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