Doze pessoas são presas em operação contra suspeitos de integrar facção BDM na Bahia; Justiça bloqueou R$ 49,6 milhões

FONTE: g1 BA e TV Bahia

Ação da Polícia Civil acontece nesta quinta-feira (20) em Salvador e outros quatro estados. TV Bahia apurou que grupo investigado é o Bonde do Maluco.

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Operação bloqueia R$ 49,6 milhões de suspeitos de integrar facção investigada por tráfico na Bahia — 📷 Polícia Civil

Doze pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil da Bahia, nesta quinta-feira (20), contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Véu de Areia, acontece em Salvador e em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará.

A TV Bahia apurou que a facção investigada é o Bonde do Maluco (BDM), grupo criminoso com atuação em diferentes regiões da Bahia.

Entre os presos está Renata Rodrigues de Souza, encontrada no bairro do Arenoso, em Salvador. Ela é esposa de Cleber Santos da Silva, conhecido como “Keu”, preso em 2023, em São Paulo.

Suspeito de tráfico de drogas e de envolvimento em homicídios, Keu era, na época, o homem mais procurado pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) em toda a Bahia.

Durante a operação, os policiais cumprem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 49,6 milhões e a indisponibilidade de bens e valores de pessoas investigadas.

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo mantém atuação em bairros de Salvador e possui uma estrutura organizada, com pessoas responsáveis por diferentes funções. As apurações também identificaram conexões com outros estados.

De acordo com os investigadores, integrantes do grupo teriam usado pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e esconder dinheiro.

A polícia identificou transferências entre diferentes contas, circulação rápida de valores e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Essas transações são analisadas como possíveis indícios de lavagem de dinheiro.

A investigação também aponta que uma das lideranças do grupo, mesmo presa, teria continuado a exercer influência sobre a organização. Segundo a polícia, há indícios de que essa pessoa mantinha contato e articulava ações com integrantes e pessoas de confiança.

As ações acontecem de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará. A operação reúne policiais civis dos cinco estados.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir não apenas as pessoas investigadas, mas também o dinheiro e o patrimônio ligados ao grupo, além de reunir novas provas sobre a participação de cada suspeito.

A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), dentro de uma rede nacional de combate a organizações criminosas.

Participam ainda equipes especializadas em investigação de tráfico de drogas, homicídios, inteligência, crimes contra grupos vulneráveis, operações especiais e agentes do sistema penitenciário.

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