Hospital afirma que documento compartilhado nas redes sociais é falso; publicação de funcionária pede respeito aos profissionais e critica a disseminação de informações sem comprovação
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O Hospital Estadual Dom Antônio Monteiro (HDAM), em Senhor do Bonfim, divulgou nesta segunda-feira (27) uma Nota de Esclarecimento para desmentir a circulação de uma suposta lista de desligamentos de profissionais da unidade. De acordo com o hospital, o documento compartilhado em redes sociais e aplicativos de mensagens é falso.
Na nota oficial, a direção do HDAM afirma que “a informação não procede” e alerta para os prejuízos causados pela divulgação de conteúdos sem confirmação. Segundo a unidade, a propagação de informações inverídicas, especialmente quando relacionadas ao funcionamento de uma instituição de saúde, contribui para a desinformação e provoca preocupação e insegurança desnecessárias na população.
O hospital também reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e orienta que a população busque informações nos canais oficiais antes de compartilhar qualquer conteúdo relacionado à instituição.
A manifestação ocorre em um período de mudanças na administração do hospital, que passou a ser gerido pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Fundação José Silveira, responsável pela realização de um novo processo seletivo para composição da equipe de profissionais.
Funcionária se manifesta nas redes sociais
Após a divulgação da nota oficial, uma funcionária do HDAM publicou um texto em suas redes sociais comentando a repercussão em torno das novas contratações.
Na publicação, ela recorda que, em 2021, durante outra mudança de gestão, diversos profissionais perderam seus empregos, situação que, segundo ela, impactou muitas famílias. Para a funcionária, o momento atual representa um novo ciclo para a instituição, marcado pela realização de um processo seletivo conduzido pela nova administradora.
Ela afirma que é natural que existam pessoas frustradas por não terem sido aprovadas, mas considera que essa insatisfação não deve resultar em ataques aos profissionais contratados nem em questionamentos sobre sua capacidade antes mesmo do início de suas atividades.
A funcionária também critica a divulgação de narrativas sem comprovação e afirma que debates baseados em especulações acabam fortalecendo conflitos e julgamentos precipitados, em vez de contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Em outro trecho da publicação, ela defende que os profissionais sejam avaliados pelo desempenho, pela ética e pelo compromisso com os pacientes, e não por disputas políticas ou interpretações antecipadas.
Ao final do texto, faz um apelo para que o hospital seja reconhecido pela qualidade da assistência prestada e afirma que o paciente deve permanecer no centro de todas as decisões e discussões relacionadas à unidade.
A funcionária também direciona críticas à imprensa local, defendendo uma atuação pautada pela responsabilidade, pela apuração dos fatos e pela imparcialidade, evitando a divulgação de informações sem a devida confirmação.
O papel da informação responsável
A repercussão do caso reforça a importância da responsabilidade na divulgação de informações, principalmente quando envolvem um serviço essencial como a saúde pública. Em um cenário de ampla circulação de conteúdos nas redes sociais, a checagem dos fatos continua sendo fundamental para evitar a disseminação de notícias falsas e preservar o direito da população à informação correta.














