Morre Paulo Angioni, ex-dirigente do Bahia e um dos grandes executivos do futebol brasileiro

FONTE: *Com informações do ge

Executivo teve passagem marcante pelo Esporte Clube Bahia e construiu uma carreira de mais de quatro décadas dedicada ao futebol.

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Gerente de futebol do Fluminense, Paulo Angioni em entrevista no “Abre Aspas” — 📷 André Durão

O futebol brasileiro perdeu neste sábado (12) um de seus mais experientes e respeitados dirigentes. Morreu, aos 80 anos, Paulo Angioni, executivo de futebol com uma trajetória de mais de quatro décadas em alguns dos principais clubes do país, entre eles o Esporte Clube Bahia.

Por último, Angioni trabalhava no Fluminense, clube pelo qual nutria uma relação especial desde a infância. O dirigente enfrentava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, no Rio de Janeiro.

Ao longo de sua extensa carreira, Paulo Angioni também deixou sua contribuição ao futebol baiano durante sua passagem pelo Bahia. Experiente na gestão esportiva e conhecido pela proximidade com atletas e profissionais do futebol, ele fez parte de uma geração de dirigentes que ajudou a profissionalizar cada vez mais os departamentos de futebol dos grandes clubes brasileiros.

A trajetória de Angioni no futebol começou no início dos anos 1980. Depois de deixar o Clube Municipal, na Tijuca, passou a trabalhar no Vasco da Gama, onde permaneceu por 14 anos. Posteriormente, acumulou experiências em clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Olaria, Fluminense e Bahia, além de ter trabalhado também na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em 1989 e 1990, Paulo Angioni foi supervisor da Seleção Brasileira, ampliando ainda mais uma carreira construída nos bastidores do esporte.

Formado em Psicologia e Administração Esportiva, Angioni também se destacou por defender, ainda nas primeiras décadas de sua atuação, a importância do acompanhamento psicológico dos atletas. Quando trabalhava no Vasco, ajudou a inserir profissionais da área de Psicologia no departamento de futebol, numa época em que esse tipo de suporte ainda era pouco comum nos clubes brasileiros.

Ao longo dos anos, defendia que a crescente pressão sobre os jogadores exigia uma atenção cada vez maior à saúde mental dos atletas.

Em uma de suas declarações sobre a relação com o futebol, Paulo Angioni resumiu a forma como enxergava sua profissão:

“O jogador é a razão da minha vida no futebol. Não só é a minha sobrevivência, mas é a minha contribuição ao jogador”.

Multicampeão pelos clubes onde trabalhou, Angioni acumulou conquistas estaduais, nacionais e internacionais. Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu em 2023, quando fez parte da estrutura do Fluminense na histórica conquista da primeira Copa Libertadores da América do clube carioca.

A morte de Paulo Angioni representa a despedida de um profissional que construiu uma longa história no futebol brasileiro e que também deixa sua marca na trajetória do Esporte Clube Bahia, onde integrou uma carreira marcada pela experiência, dedicação e compromisso com o desenvolvimento do futebol.

Paulo Angioni deixa um legado construído nos bastidores, mas reconhecido por gerações de atletas, dirigentes, profissionais e torcedores que acompanharam sua caminhada ao longo de mais de 40 anos dedicados ao esporte.

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