A próxima fase do Pix já começa a ganhar forma com iniciativas que ampliam seu uso no dia a dia das empresas e consumidores
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O Pix consolidou-se como o principal meio de pagamento do Brasil em poucos anos e agora entra em uma nova etapa de evolução. Se no início o foco esteve na adoção e expansão, o momento atual aponta para um sistema mais sofisticado, com novas funcionalidades, maior integração com empresas e um desafio crescente: manter segurança, governança e confiança em uma infraestrutura cada vez mais relevante.
A próxima fase do Pix já começa a ganhar forma com iniciativas que ampliam seu uso no dia a dia das empresas e consumidores. Entre os destaques está o Pix automático, que permitirá pagamentos recorrentes, como assinaturas e contas mensais, de forma simples e integrada. Outro avanço importante é a evolução da chamada cobrança híbrida, popularmente conhecida como “bolepix”, que une a familiaridade do boleto com a liquidez instantânea do Pix.
Além disso, novas tecnologias como autenticação por biometria e melhorias na experiência do usuário devem ganhar espaço, tornando o sistema ainda mais fluido e seguro. Também está no radar a criação de funcionalidades mais complexas para o ambiente corporativo, como automações financeiras e integração com sistemas de gestão empresarial.
Uma evolução menos visível e mais estrutural
Para Peterson Santos, CEO e cofundador da Trio Grupo Financeiro, empresa que desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, o Pix vive um momento de transformação menos perceptível para o usuário final, mas decisivo para o futuro do sistema. “Depois de acompanhar o Fórum Pix, em Brasília, fiquei com uma percepção ainda mais clara sobre o momento atual do arranjo. O Pix continua evoluindo, mas a agenda agora está cada vez menos concentrada em novidade visível e cada vez mais em maturidade do sistema”, afirma.
Segundo ele, alguns movimentos já sinalizam essa nova fase. Entre eles estão a implementação da cobrança híbrida, que visa ampliar o pix para outras formas de cobrança. Segundo o cronograma do Banco Central, a previsão desse tipo de cobrança é outubro de 2026.
Além disso, estão previstas melhorias no fluxo de autoatendimento do MED (Mecanismo Especial de Devolução) e a preparação para o split tributário nativo no arranjo, com início previsto para 2027. Outro ponto que deve ganhar protagonismo é a segurança. “Há uma sinalização clara de que essa frente deve ganhar ainda mais peso nos próximos meses, com foco em ampliar as ferramentas e a qualidade da informação disponível para os participantes”, explica Santos.
Oportunidades para empresas
Nesse novo cenário, o Pix se consolida não apenas como meio de pagamento, mas como uma infraestrutura estratégica para empresas. A possibilidade de integrar pagamentos, automatizar processos financeiros e reduzir custos operacionais abre espaço para novas aplicações no ambiente corporativo. É nesse contexto que empresas como a Trio Grupo Financeiro ganham protagonismo.













