‘Não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça’, diz delegado-geral após morte de policial bonfinense

Glauber Rosa Santos, de 42 anos, foi atingido na cabeça, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Por g1 BA e TV Bahia

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Policiamento foi reforçado no Vale das Pedrinhas — Foto: Reprodução/TV Bahia

A Polícia Civil da Bahia continua em busca de mais suspeitos de participarem do confronto que terminou com a morte do cabo da Polícia Militar, Glauber Rosa Santos, de 42 anos, no bairro Vale das Pedrinhas, em Salvador. A situação aconteceu na madrugada de terça-feira (3) e oito homens morreram durante ações policiais horas após a morte do agente.

“Primeiro quero me solidarizar com todos os familiares, amigos e colegas de farda por esta lamentável perda e dizer que desde os primeiros momentos do fato determinei empenho total para a elucidação deste trágico crime, que nos deixa enlutados. Não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana.

Segundo a PC, equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o apoio dos Departamentos Operacionais e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), fizeram rondas em diversos pontos do Vale das Pedrinhas.

De acordo com a polícia, além de depoimentos, outras informações coletadas estão subsidiando as investigações contra o grupo criminoso responsável pelo ataque.

Os nomes dos homens que morreram nos confrontos não foram divulgados, mas, segundo informações repassadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), seis deles tinham passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação. Os outros dois suspeitos não foram identificados.

O policiamento na região está reforçado. Ainda conforme a SSP-BA, as ações são orientadas pela inteligência e tem o objetivo de combater uma facção envolvida com mortes, tráfico de drogas e armas, bem como lavagem de dinheiro.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Glauber Rosa Santos, de 42 anos, foi baleado na cabeça durante a madrugada, no que a SSP-BA detalhou como um “ataque de traficantes”. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por um procedimento cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos.

Em entrevista à TV Bahia, o secretário de segurança Pública, Marcelo Werner, caracterizou os suspeitos de atirar contra o PM de “covardes faccionados” e lamentou a morte do agente de segurança.

“Ultimamente a gente vem realizando muitas operações naquela região, a gente tem sim que lamentar esse ocorrido. Estamos com todas as equipes da Polícia Militar e Civil, recebendo muitas informações […] para que a gente possa dar a resposta e, obviamente, alcançar todos esses criminosos”, enfatizou.

O cabo nasceu em Senhor do Bonfim, no norte do estado. Ele ingressou na Polícia Militar em 2009, trabalhava no 30° Batalhão da Polícia Militar (Nordeste de Amaralina) e tinha dois filhos — o mais velho completou 8 anos na segunda-feira (2) e o mais novo tem 3 anos.

Em nota, a Polícia Militar informou que presta assistência aos familiares do agente. Disse ainda que reforçou a atuação na área para encontrar os suspeitos de participarem dos confrontos.

O corpo de Glauber Rosa está sendo velado no Memorial Vila Nova em Senhor do Bonfim e o sepultamento vai acontecer às 16h desta quarta-feira (04), no Cemitério São Lázaro.

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