Até a última semana, mais de 400 mil casos prováveis de dengue foram registrados no Brasil. A taxa representa um aumento de mais de 53% em comparação ao mesmo período do ano passado. Números da chikungunya também preocupam.
Por Roberto Peixoto, g1

Os casos de dengue aumentaram em mais de 53% em todo o país de janeiro até agora, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os números da chikungunya também não dos melhores. Segundo o Ministério da Saúde, 53 mil casos prováveis foram registrados este ano. A taxa representa um aumento de 98% em relação ao número de casos no mesmo período de 2022.
Esses índices preocupam o Ministério da Saúde, que já vê uma situação de epidemia em alguns estados, com tendência de aumento nas próximas semanas da transmissão dessas duas doenças, que têm em comum o fato de serem causadas por vírus transmitidos por um mosquito, no caso o Aedes aegypti.
No caso da zika, que também é uma arbovirose transmitida pelo mosquito, a pasta também observou um aumento da incidência dos casos prováveis em alguns estados, mas sem ocorrência de óbitos – diferentemente da dengue e da chikungunya.
O mais recente boletim epidemiológico do governo federal aponta o seguinte aumento no total de casos até a semana epidemiológica 11, que se encerrou no dia 18 de março, na comparação com o mesmo período do ano passado:
- Dengue – com 404.485 casos prováveis, aumento foi de 53%. 117 óbitos também já foram registrados;
- Chikungunya – com 53.996 casos prováveis, aumento foi de 98%. 6 óbitos também já foram registrados;
- Zika – com 1.625 casos prováveis, aumento foi de 124%. Óbitos não foram registrados este ano.
Ainda segundo o ministério, o país está no nível 3 para dengue e chikungunya, com aumento de incidência de casos prováveis e óbitos confirmados.
Já no caso da zika, o país está no nível 1, ou seja, estados registraram aumento da incidência de casos prováveis, mas sem óbitos.
Números por região
A região com maior incidência de dengue em 2023 é a Centro-oeste, com 316,7 casos por 100 mil habitantes, seguida das regiões Sudeste, com 293,3 casos por 100 mil habitantes, e Sul, com 145,7 casos por 100 mil habitantes.
O Espírito Santo foi o estado que mais apresentou aumento nos coeficientes de incidência, com 1.182,5 casos por 100 mil habitantes, seguido do Mato Grosso do Sul, com 594,7 casos por 100 mil habitantes, e de Minas Gerais, com 559,7 casos por 100 mil habitantes.
Já no caso da chikungunya, a região com a maior incidência de casos é o sudeste, com 42,6 casos prováveis por 100 mil habitantes.













