Bonfim e as guerras

Por Minha Cidade – Senhor do Bonfim

Em tempos que o mundo vive a tensão da invasão do Exército russo na Ucrânia, recordamos a relação de Senhor do Bonfim em dois importantes confrontos internacionais. A Guerra do Paraguai e a I Guerra Mundial.

Quando o presidente paraguaio, Francisco Solano Lopes, declarou Guerra ao Brasil em 1864, sem recursos bélicos e um Exército estruturado, o Imperador D. Pedro II apelou ao sentimento do povo brasileiro para defender os interesses da Nação e criou, em janeiro de 1865, o corpo de Voluntários da Pátria.

Coube a José Gonçalves da Silva, então Coronel da Guarda Nacional da Vila Nova da Rainha, organizar o grupo de 40 homens, comandados pelo alferes Acilino dos Santos, que partiram para o campo de batalha onde foram mortos defendendo o Brasil.

Embora o conflito entre a Tríplice Aliança (Alemanha e Áustria-Hungria) contra a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia) tenha iniciado em 1914, o Brasil somente entrou na primeira grande guerra em 1917, após navios brasileiros terem sido torpedeados por submarinos alemães.

Com objetivo de servir o país, um grupo de jovens da cidade fundou o Tiro de Guerra 422, que acabou sendo dispensado pelo Exército. Com a Revolução Paulista de 1924, a guarnição bonfinense se prontificou a participar dos embates, mas a tropa foi novamente liberada pelo então Ministro da Guerra Marechal Setembrino de Carvalho.

Foto: José Oliveira | Foto São José

Fonte: A Quarta Pedra (Gustavo Teixeira) e Bonfim: A Terra do Bom Começo (Adolpho Silva)

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