Por Bonfim Agora
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se tornou alvo de uma notícia-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) após ter chamado assessores nordestinos de “pau de arara” durante uma live. A expressão é considerada preconceituosa. A notícia-crime foi protocolada pelo advogado pernambucano João Arnaldo Novaes. O pedido é pela remoção do conteúdo das redes sociais do presidente.
Na ocasião, Bolsonaro confundiu a origem do Padre Cícero, ao comentar sobre a revogação dos decretos de luto, e disse que o religioso era de Pernambuco. Ao tentar confirmar a cidade, com assessores, ele se irritou e os chamou de “pau de arara”.
No documento, o advogado ressalta que a prática de xenofobia pelo presidente Bolsonaro não é nova. “Já que o Sr. Jair Bolsonaro costuma, sempre que possível, utilizar expressões e termos depreciativos ao se referir aos nordestinos. No ano de 2019, já no exercício da presidência da República, o presidente se referiu aos governadores do Nordeste como ‘paraíbas'”. Em uma outra live, em janeiro de 2020, ele havia afirmado que “todo cearense era cabeçudo”.
Nesta quarta-feira (9), ele voltou a usar um termo depreciativo, ao dizer que sua mulher era filha de um “cabeça chata”, cearense. “A xenofobia contra os nordestinos nos últimos anos tem sido banalizada em redes sociais, inclusive por personalidades públicas, mas, em especial, a maior autoridade do país, de uma forma tão relevante e criminosa que hoje muitos xenofóbicos não fazem a menor questão de esconder seus preconceitos”, completou.














