Da Rádio Câmara, de Brasília, Karla Alessandra

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara realizou audiência pública para discutir a política de preços dos combustíveis praticadas no Brasil.
O gerente de preços da Petrobras, Gustavo Scalcon, reconheceu que a tributação da gasolina é elevada, mas, segundo ele, as práticas de preço da empresa são definidas pela livre concorrência e pelo mercado internacional.
“O preço no Brasil esteve na média pelo menos desde maio de 2018 abaixo da média internacional, aproximadamente 12 por cento”.
Mas, para o representante da Federação Única dos Petroleiros, Henrique Jagger, a política de preços adotada pela Petrobras é nociva para o consumidor brasileiro que é penalizado com as variações do mercado internacional.
“Você tem várias coisas que determinam o preço, primeiro a própria política da Petrobras como ela vem aumentando a capacidade ociosa das refinarias obrigando, ou ela ou outras pessoas do mercado, importarem. Você acaba trazendo o preço internacional para dentro do Brasil com todos os problemas do mercado internacional: os boicotes que os EUA fazem à Venezuela, os boicotes que fazem ao Irã que impactam no preço internacional do petróleo que você traz aqui para dentro”.
Para tentar diminuir o peso que o diesel tem sobre o setor, a Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil conseguiu negociar em Catalão, Goiás, a diminuição no preço do combustível.
O representante da cooperativa, Wallace Landim, explicou que a negociação beneficia todos os associados que pagam uma quantia simbólica para participar da cooperativa.
O deputado Áureo, do Solidariedade do Rio de Janeiro, disse que após a audiência ficou claro que a política de preços dos combustíveis precisa ser alterada.
“Primeiro que ela tem ali a sua variação no câmbio, quando o câmbio aumenta, aumenta o combustível, o diesel, mas quando o câmbio abaixa não tem reflexo na vida do consumidor. O grande problema do preço do combustível hoje é que atrapalha o desenvolvimento do nosso país, atrapalha você a arrumar um emprego porque se você tiver que se deslocar numa motocicleta, num uber, num carro o custo é muito caro”.
Para o deputado, além de rever a política da Petrobras, o Brasil precisa aprovar a reforma tributária para acabar com a guerra fiscal que prejudica o consumidor, aumentando o preço dos combustíveis.













