Apresentação aconteceu na noite desta sexta-feira (28), em Salvador. Artista reuniu mais de 1.500 pessoas no 1º dia de show na capital baiana

Cinquenta anos e seis meses após estreia no palco do Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, a cantora Maria Bethânia voltou à Bahia para “Abraçar e Agradecer”. Foi ela, entretanto, quem saiu do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, com o aconchego de mais de 1.500 pessoas que lotaram o espaço na noite desta sexta-feira (28). Um público sortudo, que, em menos de duas horas, conseguiu ingressos para os shows da artista na capital. Neste sábado (29), ela volta aos palcos para a segunda apresentação da turnê que celebra cinco décadas de uma carreira oficialmente iniciada em 13 de fevereiro de 1965.
Em apenas uma noite, foram dezenas de Bethânia em uma só. “Dona do Dom” levou para o palco composições de Caetano Veloso, Chico César, Raul Seixas, Dominguinhos, Nando do Cordel, Arnaldo Antunes, Dorival Caymmi, Antônio Carlos Jobim, Luiz Gonzaga e Roberto Carlos. Para cada canção, uma interpretação. Aliada à voz e à performance, um cenário de imagens dinâmicas literalmente colocadas aos pés da artista.

Uma espécie de “tablado digital” – com cenário de LED em uma pequena rampa -, fez a cantora andar sobre um céu estrelado na canção “Nossos Momentos”, de Caetano Veloso (1982). Ao interpretar “Alegria”, de Arnaldo Antunes (1995), pisou sobre as rosas. No “Meu Amor é Marinheiro”, parecia flutuar sobre o mar. A cenografia foi assinada por Bia Lessa. Num cenário singelo, a luz parecia ser a extensão da artista: horizontalizada, verticalizada, angulada, azul, vermelha, multifacetada. Havia uma harmonia entre a cantora e o espaço.
O show começou às 21h10. Animada, Maria Bethânia entrou no palco correndo, disposta. Por meio da canção “Eterno em Mim”, deu boas vindas ao público. “Em mim o eterno é musica e amor”, parafraseou. Em seguida, entregou aos fãs a “Dona do Dom”. Entregou-se. “Chegar para agradecer e louvar”, define a inspiração da noite. A coordenação e produção musical foram de Guto Graça Melo.
O show contou com mais de 30 canções, em quase duas horas de apresentação. Ao final, presenteando o público que correu para frente do palco, embalou sucessos como “Reconvexo”, de Caetano Veloso, e “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha. Nas mãos, o público segurava a faixa “Parabéns, Bethânia”. Em retribuição, “abraçou, louvou e agradeceu” em gesto e música. O que faz há 50 anos.

*G1 Bahia













