Confiança dos Consumidores demonstra pessimismo com o atual cenário econômico, mostram SPC Brasil e CNDL

Corrupção e incompetência dos governos são as principais razões para o pessimismo com a economia. Alto custo de vida é o que mais pesa na vida de 59% dos brasileiros. Perspectivas sobre a vida financeira puxam as expectativas para os próximos 6 meses para cima

Não há otimismo que resista à sequência de más notícias que assolam o país há pelo menos dois anos. A desaceleração da economia brasileira e o receio de piora na situação ainda afetam a confiança dos brasileiros. Os dados do novo Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registraram 41,9 pontos em janeiro de 2017. O resultado, abaixo do nível neutro de 50 pontos, reflete principalmente a má avaliação que os consumidores fazem do momento atual da economia.

Para especialistas do SPC Brasil e da CNDL, a medição da confiança permite antecipar a propensão para o consumo, investimento e, consequentemente, os rumos da economia. “Em tempos de retração do consumo e incertezas sobre o futuro, os dados podem ser especialmente interessantes para o varejo nacional. Além de mensurar a avaliação que os consumidores fazem do passado e do futuro, tanto da economia como de sua própria vida financeira, a sondagem buscará estabelecer as razões conjunturais que os levaram a se posicionar entre o pessimismo e o otimismo”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

O Indicador de Confiança do Consumidor tem uma escala que varia de zero a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, mostra que o pessimismo predomina entre os consumidores; quando acima dos 50, mostra predomínio do otimismo. O Indicador é medido em quatro dimensões: tanto para a economia quanto para a própria vida financeira, o consumidor avalia o momento atual e diz o que espera para os próximos seis meses.

*SPC Brasil | CNDL

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