Por Virta Comunicação Corporativa
A profissão foi regulamentada pelo Congresso Nacional em 2019, por meio do Projeto de Lei Complementar (PLC) 11/2016, mas que foi vetado pelo Presidente da República. Desde então, muito tem-se discutido acerca das atribuições e exigências para ocupar o cargo e carga horária, entre outras questões.
O estudo “Cuidadores do Brasil”, feito pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), com o apoio da Novartis, revelou as percepções e realidades de 2.534 cuidadores (2.047 familiares e 487 profissionais) de todas as regiões do país.
Um dado interessante é que seis em cada dez participantes do estudo têm pelo menos 50 anos – e 27% deles têm 60 anos ou mais. Ganha corpo uma geração de idosos cuidando de idosos, que nem sempre podem dar a devida atenção às suas próprias necessidades de saúde. O quadro é preocupante quando observamos que em 1/4 da amostra temos cuidadores de pacientes com doenças neurodegenerativas, que tendem a exigir apoio nas tarefas mais básicas.
Pesquisa Cuidadores do Brasil
- 90% dos entrevistados tiveram que assumir o papel de cuidador, por ser o parente mais próximo e não dispor de condições financeiras para contratar um profissional;
- 80% desses cuidadores familiares não têm cursos na área da saúde e 83% dos entrevistados não são remunerados pelo trabalho que exercem;
- 40% dos participantes acreditam que a ocupação é totalmente desvalorizada no Brasil;
- As mulheres são a maioria: dos cuidadores familiares, são 83%; entre os profissionais, 91%;
- O estudo aponta que já passou pela cabeça de 46% desses familiares renunciarem à atividade, mas apenas 3% o fizeram.
- A saúde mental dessas pessoas também deve ser um ponto de atenção: 48% sofrem com estresse e um em cada cinco com insônia.
Dados regionais
- 53% dos cuidadores familiares moram no Sudeste, 20% no Sul, 17% no Nordeste e 10% no Norte e Centro-Oeste;
- 65% dos cuidadores profissionais moram no Sudeste, 19% no Sul, 10% no Nordeste e 6% no Norte e Centro-Oeste.














