13 de Julho – Dia Mundial do Rock e Dia do Cantor e Compositor Sertanejo

dia-mundial-do-rock-2O Dia Mundial do Rock começou como uma homenagem ao megaevento que aconteceu em 1985, o Live Aid. O evento contou com a participação de grandes artistas, como Paul McCartney, Elton John, Mick Jagger, Queen e David Bowie.

O Dia Mundial do Rock é comemorado em 13 de julho, mesma data que as bandas se apresentaram no Live Aid. Nesta data também ocorreu a formação do grupo Rolling Stones, em 1962.

Apesar do nome ser “Dia Mundial do Rock“, esta data é comemorada somente no Brasil. Ela começou a ser comemorada em 1990, quando duas rádios paulistanas passaram a mencionar a data em sua programação. (*Calendário BR).

Dia do CCSA viola, instrumento de cordas parecido com o violão na forma e na sonoridade, foi trazida para o Brasil pelos jesuítas para fazer parte da orquestra típica de catequese. Portanto, as raízes do ritmo rural estão no início de nossa colonização.

Chamada “moda de viola”, a música sertaneja fazia parte apenas da vida do peão de boiadeiro, do tropeiro e da vida solitária do sertanejo, que tinha um pouco de tristeza, melancolia e mistério. Aos poucos, esse estilo musical passou a animar os bailes populares brasileiros, de norte a sul.

A música sertaneja popular só apareceu no Brasil no século XVIII, como expressão cultural das populações das cidades coloniais do Rio de Janeiro e de Salvador.

Com grande variedade de gêneros e ritmos regionais, essa música reflete a diversidade cultural do país. Desde a sua origem, mistura elementos da canção folclórica e erudita, incorpora e transforma ritmos estrangeiros.

Por isso, todas as composições desse período têm autor desconhecido. A partir do início do século XIX, os compositores-cantores ganharam destaque. Surgiram Chiquinha Gonzaga e Viriato Correia, dentre outros. Catulo da Paixão Cearense, poeta e compositor conseguiu, com sua música “Luar do sertão”, transportar para a cidade a visão do mundo do sertanejo.

Em 1910, o folclorista, jornalista, poeta, cantor e escritor Cornélio Pires financiou e gravou o primeiro disco de música caipira, mobilizando cantores e compositores para divulgarem nas cidades a moda da viola. A partir de 1920, começaram a aparecer as primeiras duplas sertanejas, destacando-se a de Jararaca e Ratinho, em 1927.

O estilo do interior paulista fez sucesso com a Turma Caipira de Cornélio Pires, formada por cantores e violeiros, em 1929. A participação do rádio brasileiro como o único veículo de informação para todo o interior brasileiro popularizou as conhecidas duplas Alvarenga e Ranchinho, Tonico e Tinoco e outras.

A nova música sertaneja assumiu a era da globalização entre as décadas de 1970 e 1980, em que valia tudo, principalmente o lucro das gravadoras. As chamadas “duplas caipiras” buscaram uma nova imagem que fosse a mistura de hábitos e costumes da pessoa que havia deixado o campo e tentava se adaptar à modernidade das grandes cidades, seguindo a tendência mundial do country americano.

Contudo, a música sertaneja resistiu. A criação do programa Som Brasil, da Rede Globo de Televisão, apresentado pelo violeiro e cantador Rolando Boldrin, foi muito importante nesse momento.

Foi também marcante a presença do cantor e compositor Renato Teixeira; com a música Romaria, se fez um elo entre o sertão e a cidade. De fundamental importância para esse resgate foi também a dupla Pena Branca e Xavantinho, que jamais abandonou a sua verdadeira origem caipira.

Hoje, mais do que nunca, estão se fortalecendo pelo país movimentos de preservação da identidade cultural por meio da música sertaneja, mediante compositores e cantores como Helena Meireles, Chico Lobo, Paçoca, Zé Mulato e Cassiano, mestre Renato Andrade, Ivan Vilela, Téo Azevedo, Jackson Antunes, Almir Sater e Tião Carreiro.

*Paulinas Online

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