A falta de conhecimento da influencer russa causou mortes que repercutiram no mundo. Veja a teoria do profissional sobre o conhecimento e como ele pode evitar uma tragédia e o que ele representa na vida humana
Jennifer da Silva – Suporte MF Press Global

Segundo o escritor, filósofo e psicanalista luso-brasileiro Fabiano de Abreu vivemos neste momento na era do conhecimento virtual o que por vezes nos pode dar a sensação de possuirmos mais conhecimento e informação do que aqueles que realmente detemos. Fabiano explica: “Imaginamos ter conhecimento, mas quase não o temos, é ilusório. Pois o conhecimento vai além do que se lê parcialmente ou do que se escuta, é antes, o que se lê com profundidade de raciocínio e conjugado com a experiência”.
Segundo o autor, todo o nosso conhecimento deve ser devidamente fundamentado e a procura deve ser feita de forma constante e ser criteriosa pois, apenas desta forma os outros nos irão reconhecer dentro de uma lógica de credibilidade.
Seguindo a sua retórica: “O que somos nós sem o nosso conhecimento? O que somos nós dentro de uma razão infundada. Quem somos nós a não ser credibilidade, competência e admiração?”
Efetivamente só seremos admirados e respeitados se o que propagamos não possa ser derrubado por qualquer tentativa. Conhecimento tem que se estruturar em bases fortes e sólidas. Na era da informação fácil, acabamos por cometer erros por desleixo ou simplesmente porque não perdemos tempo a pensar no depois e nas suas consequências.
Fabiano de Abreu cita um exemplo: “Na Rússia, uma Influencer, numa brincadeira entre amigos, deitou gelo seco na piscina quente numa área fechada e matou 3 de seus amigos, um deles era o marido. Eles não sabiam que o gelo seco em ambientes fechados provoca uma concentração elevada de dióxido de carbono. Em lugares pouco ventilados, ele é inalado em sobredose, entra na corrente sanguínea, leva ao desmaio e consequentemente à morte”.
A ignorância poderá ser sinônimo de um fim trágico e a vida é para cada um de nós um livro com uma história diferente e devemos fazer de cada uma delas algo único. Esta forma de estar e viver reflete-se nas palavras do próprio filósofo: “Na vida, enquanto fizermos bons livros, sejam concretos ou abstratos, os livros da vida, das nossas vidas, teremos sentido, faremos sentido”.
Como conclui o autor, devemos sempre procurar saber as respostas, motivos e origem das coisas na vida para evitarmos tragédias e vivermos num sentido mais pleno. Concluindo a ideia anteriormente citada, Fabiano aprofunda o seu pensamento: “Se cada uma das nossas vidas fosse um livro, devíamos sempre procurar o caminho no qual a última página encerrasse com um fim de uma bela história. História essa que sirva de inspiração para esta e outras gerações que, tal como nós, se sintam instigados na procura de conhecimento e deem razões válidas à sua existência”.













