SUS começa a ofertar nove medicamentos para tratamento do câncer

FONTE: Folha de S.Paulo

Novos tratamentos poderão beneficiar cerca de 116 mil pacientes; programa também prevê ampliação de exames e cirurgias oncológicas na rede pública.

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Unidade de radioterapia do Hospital Haroldo Juaçaba, em Fortaleza – 📷 Jarbas Oliveira/Folhapress

O Ministério da Saúde inicia nesta semana a oferta de nove medicamentos para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os remédios serão utilizados em 13 indicações terapêuticas, abrangendo tumores de mama, estômago, rim, próstata, pulmão e tireoide, além de alguns tipos de linfomas e tumores neuroendócrinos. A estimativa do governo é beneficiar 116 mil pacientes.

Os medicamentos fazem parte do AF-Onco, nova política que busca ampliar o acesso aos tratamentos oncológicos e garantir que os remédios aprovados para uso no SUS cheguem efetivamente aos pacientes. A previsão é disponibilizar 23 novos tratamentos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas terapêuticas na rede pública.

  • Trastuzumabe: câncer de estômago;
  • Abemaciclibe: câncer de mama;
  • Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;
  • Pazopanibe: câncer renal;
  • Rituximabe: diferentes tipos de linfomas;
  • Abiraterona: câncer de próstata;
  • Gefitinibe: câncer de pulmão;
  • TSH recombinante (alfatirotropina): câncer de tireoide;
  • Sunitinibe: câncer renal de células claras e tumores estromais gastrointestinais (GIST).

📷 Rafaela Araújo/Folhapress

Um dos destaques é o abemaciclibe, que pode custar mais de R$ 350 mil por ano na rede privada, segundo documentos citados em processos judiciais. Já o gefitinibe, previsto para determinados pacientes com câncer de pulmão no SUS desde 2013, passa a ser ofertado com a nova política.

O programa estabelece que o Ministério da Saúde ficará responsável pela compra e distribuição dos medicamentos de maior custo, além de prever maior controle sobre a utilização dos tratamentos e reforço no financiamento da assistência oncológica.

Além dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), destinados ao rastreamento do câncer colorretal em pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos. A implementação gradual está prevista para novembro, inicialmente em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

A pasta também informou que está ampliando o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV e o custeio de cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. A técnica minimamente invasiva pode reduzir o tempo de internação e as complicações pós-operatórias.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao diagnóstico e ao tratamento do câncer na rede pública de saúde.

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