O caso de preconceito racial envolvendo os filhos dos atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso em Portugal mobilizou senadores em suas redes sociais.

Os senadores do PT Fabiano Contarato, do Espírito Santo, e Rogério Carvalho, de Sergipe; Jorge Kajuru do Podemos, de Goiás, e Daniella Ribeiro, do PSD da Paraíba, usaram seus perfis nas redes sociais para repudiar o episódio ocorrido em um restaurante em Portugal com dois filhos dos atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso.
De acordo com a assessoria do casal, uma mulher branca xingou as crianças e uma família de turistas angolanos que estavam no local por serem negros e pediu para que saíssem do restaurante. Um vídeo, com grande repercussão nas redes sociais, mostra a reação de Giovanna Ewbank. Bruno Gagliasso chamou a polícia, que levou a mulher que praticou racismo.
O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, também lamentou o ato racista sofrido pelos filhos dos atores: “As mídias sociais denunciaram o crime de racismo cometido contra os filhos da atriz Giovanna Ewbank, branca, e do ator, Bruno Gagliasso, também branco, em Portugal. Ora, eram filhos que eles adotaram e eram negros. Crime lamentável, que atinge a humanidade, a saúde mental das pessoas negras em qualquer lugar do mundo”.
Paulo Paim é autor do projeto, já aprovado pelo Senado, que tipifica como crime de racismo a injúria racial, aumentando a punição para quem ofender a honra de uma pessoa com palavras, gestos e imagens que façam referência a sua raça, cor ou etnia. O senador ainda foi relator da proposta da Câmara com teor semelhante, também aprovada pelos senadores:
No Brasil, esses crimes raciais acontecem diariamente. Devido a esses casos, foi que apresentei o PL 4373/2020 que tipifica como crime de racismo a injúria racial e fui relator, também, do PL 4566/2021 de autoria da deputada Tia Eron e também do Deputado Bebeto. As matérias foram aprovadas no Senado e, infelizmente, estão engavetadas lá na Câmara dos Deputados. Não existe democracia e bem viver com racismo.
A proposta do senador Paulo Paim que tipifica como crime de racismo a injúria racial aguarda análise da Câmara. Se for aprovada sem modificações, vai à sanção. Se alterada pelos Deputados, retornará para análise do Senado.













