Senadores destacam preconceito e desigualdade de gênero em reflexão sobre o mês da mulher

Da Rádio Senado, Raquel Teixeira

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Entre 160 países, o Brasil está na posição de número 94 quando o assunto é paridade salarial. Pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgada no ano passado, aponta que a renda nacional bruta per capita das mulheres é 42,7% menor que a dos homens, apesar de elas apresentarem escolaridade e média de anos de estudo maiores. O senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade do Espírito Santo, explica que a Constituição Federal prevê direitos iguais para todos, mas isso ainda não acontece.

“A constituição federal de 88 consagra que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, mas nós sabemos que na prática isso não existe. Nós temos um histórico muito triste, apenas em 1932 a mulher teve direito ao voto. Até a reformulação do novo código civil a mulher era considerada semi-incapaz. Isso tudo é fruto de um Brasil preconceituoso, sexista, misógino, racista, disse o Senador.

E a senadora Zenaide Maia, do Pros do Rio Grande do Norte, afirma que a participação feminina na política é a solução para acabar com a diferença de tratamento entre os sexos.

“A única maneira de nós mulheres brasileiras nos empoderarmos é ocupar os locais de mando e é concorrendo aos cargos aqui no congresso, pense numa casa que tem poder. É através da política. Se candidatem, a vereadora, a prefeita, porque não?”, afirmou Zenaide.

Já o senador Dário Berger, do MDB de Santa Catarina, defende que a educação ainda é a melhor forma de enfrentar os problemas da desigualdade.

“É preciso deixar claro que o lugar da mulher é onde ela quiser. Espero que tenhamos cada vez mais mulheres vencendo os preconceitos e abrindo os olhos da população, para que juntos possamos vencer essa desigualdade tão marcante e gritante”, disse Dário.

Berger ainda celebrou a conquista de duas pesquisadoras brasileiras da Universidade de São Paulo, Ester Sabino e Jaqueline Góes de Jesus, que coordenaram a pesquisa que sequenciou o genoma do Coronavírus em apenas 48 horas, enquanto outros países realizaram o mesmo procedimento em cerca de 15 dias. A equipe delas na USP trabalha com o sequenciamento de vírus desde 2016 e já ajudou em trabalhos com surtos virais como o do zika e da febre amarela.

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