Senadores comentam pedido da PGR para investigar atos antidemocráticos pelo país

Hérica Christian – Rádio Senado

Allan White/Fotos Públicas

Com base na Lei de Segurança Nacional, o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao Supremo Tribunal Federal que investigue manifestações antidemocráticas ocorridas no último dia 19 em algumas cidades.

Entre os investigados estão lideranças empresariais e políticas, a exemplo de deputados federais, que são suspeitas de organizar e financiar os eventos em que participantes pediram intervenção militar, a volta do Ato Institucional número 5, que acabou com as liberdades individuais e fechou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Ao defender o inquérito, a senadora Eliziane Gama, do Cidadania do Maranhão, pediu uma investigação contra o presidente Jair Bolsonaro, que discursou na manifestação de Brasília.

“Se a Procuradoria-Geral da República decidiu abrir um inquérito, e ela aliás é a única que tem autoridade para isso, ela também precisa investigar a presença do presidente lá. A Procuradoria Geral da República não pode fazer uma meia investigação, ela tem que fazer uma investigação completa. Nesse sentido, inclusive, o nosso partido está encaminhando uma representação para que a PGR, se ela quer investigar, faça uma investigação na sua plenitude”, disse a senadora.

Ao se manifestar favoravelmente ao inquérito sobre os atos antidemocráticos, o vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues, do Democratas de Roraima, negou que o presidente da República também precise ser investigado.

“O presidente foi muito feliz no Palácio da Alvorada quando alguém comentou sobre fechar tudo, ele disse que, na verdade, ele defendia a democracia, o Congresso aberto e o Supremo Tribunal Federal aberto e funcionando. Portanto, isso não é momento de conflito. Esse é um momento de pacificação e não colocar realmente o que a oposição pretende que é o envolvimento indevido do presidente Bolsonaro”.

A Rede Sustentabilidade já entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o presidente Bolsonaro com a acusação de que ele violou a Constituição ao participar de ato antidemocrático, cometeu crime de responsabilidade e colocou em risco a saúde da população, que se aglomerou em torno dele no Quartel General do Exército em Brasília sem máscaras e luvas para se protegerem do coronavírus.

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