Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Flávio Bolsonaro (PL) “torce em segredo” para Fernando Haddad (PT) crescer na disputa pelo governo de São Paulo para obrigar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a buscar apoio no bolsonarismo, avaliou Leonardo Sakamoto no UOL News, do Canal UOL.
Para o colunista, a eleição paulista é peça central do tabuleiro nacional: quanto mais apertada a corrida no maior colégio eleitoral do país, mais Tarcísio e Flávio tenderiam a depender um do outro para montar um palanque que faça frente a Haddad e ao presidente Lula (PT). Pesquisa Quaest mostra que o governador lidera com folga a disputa.
Eu acho que Flávio deve estar torcendo, em segredo, para o desempenho de Haddad ser um pouco melhor do que aquele que está hoje. Flávio torce para o Haddad melhorar a situação para que, mutuamente, Flávio e Tarcísio precisem um do outro. Para que Tarcísio peça para Flávio: ‘Vem cá, ajuda com os votos bolsonaristas aqui, me ajuda com o pessoal’ e, ao mesmo tempo, Tarcísio ajude com Flávio com os votos mais a centro-direita ou da direita liberal. Eu acho que é isso. Leonardo Sakamoto
Sakamoto disse que se Tarcísio vencer no primeiro turno, Flávio pode ficar sem o palanque que imagina em São Paulo. Para ele, o governador não teria incentivo para “subir no palanque” do senador.
Se ganhar no primeiro turno o Tarcísio, eu acho que o Flávio vai ter problemas. Leonardo Sakamoto
Josias de Souza avaliou que o desempenho de Haddad também é importante pelo que pode render a Lula, repetindo o peso da região metropolitana na eleição de 2022. Ele disse que Lula historicamente teve dificuldade em vencer em São Paulo e lembrou que, na última eleição, Jair Bolsonaro abriu quase 10,5 pontos de vantagem no estado.
O Lula perdeu no estado de São Paulo, porque o interior é bastante mais conservador do que a capital. Lá em 2022, o Bolsonaro prevaleceu em São Paulo com 55,2% dos votos contra 44,7% dos votos obtidos pelo Lula. Então, foi uma diferença de quase 10,5 pontos percentuais, o que dá 2,6 milhões de votos. Josias de Souza
Sakamoto também apontou que o próprio desenho político de São Paulo favorece Tarcísio, com um interior mais conservador do que a região metropolitana. Ele disse que o governador construiu alianças com prefeitos que ajudam a sustentar a aprovação.














