Quando o silêncio diz mais

A sabedoria de falar apenas o necessário

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

Fazenda Melancia, Andorinha – Foto: Irá

Há uma beleza rara no silêncio — uma que só percebemos quando aprendemos a respeitá-lo. Em um mundo onde todos parecem competir por espaço, opinião e volume, existe uma arte delicada em calar. Não o calar que sufoca, mas o que seleciona. O que filtra. O que escolhe palavras como quem escolhe flores: apenas as que realmente valem ser entregues.

Falar apenas quando o que for dito for mais bonito que o silêncio é mais do que uma virtude; é um exercício de consciência. É perceber que o silêncio, muitas vezes, consola mais do que discursos. Que a pausa, às vezes, cura mais que explicações. Que a calma, em seu próprio tom mudo, pode ser mais sábia do que qualquer frase bem construída.

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Quando aprendemos a honrar esse espaço entre uma palavra e outra, algo em nós se transforma. Passamos a escutar melhor, a sentir mais profundamente e a responder com mais verdade. As palavras deixam de ser armas ou impulsos e passam a ser pontes — seguras, leves, necessárias.

Que possamos cultivar essa sensibilidade. Que nossas palavras sejam escolhas, não descargas. Que o que sai da nossa boca seja sempre mais bonito do que o que sairia se escolhêssemos apenas o silêncio. E, quando não for… que a gente tenha a grandeza de não dizer nada.

Silêncio também é linguagem. E, muitas vezes, é a mais sábia delas.

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