Sempre é tempo de transformar arrependimento em aprendizado
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Durante o ano, você seguiu em frente sem ouvir quem mais queria o seu bem. Ignorou conselhos, minimizou alertas, achou que sabia mais porque já tinha crescido. Agora, com o peso das escolhas nos ombros, vem o sentimento silencioso: talvez eu devesse ter escutado meu pai e minha mãe.
Esse reconhecimento, apesar de doloroso, já é um sinal de maturidade. Errar não começa quando você desobedece, mas quando insiste no erro mesmo depois de perceber. Pais não são infalíveis, mas carregam algo precioso: experiência somada a amor. Muitas vezes, o que parecia controle era cuidado. O que soava como dureza era medo de te ver sofrer.
O arrependimento não precisa virar culpa eterna. Ele pode se tornar ponte. Ponte para o pedido de perdão, para uma conversa sincera, para a humildade de dizer: “Eu errei, mas quero aprender”. Ouvir agora ainda faz diferença. O conselho que você recusou ontem pode evitar um tombo maior amanhã.
Também é importante lembrar: crescer não é deixar de ouvir, é aprender a filtrar com sabedoria. Honrar pai e mãe não é concordar com tudo, mas reconhecer o valor da voz de quem esteve com você antes mesmo de você entender o mundo.
Se o ano termina com esse incômodo no coração, não ignore de novo. Aproveite. Ajuste rotas. Recomece conversas. O tempo não volta, mas a direção pode mudar. E, muitas vezes, a cura começa quando a gente volta a ouvir quem sempre esteve do nosso lado.












